Transferido para penitenciária, Carli Filho aguarda por tornozeleira eletrônica

Angelo Sfair


O Ministério Público do Paraná (MP-PR) tem cinco dias para se manifestar sobre a possibilidade de harmonização da pena do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho.

O político se apresentou nesta terça-feira (28) à Vara de Execuções Penais de Guarapuava, na região central do Paraná, por determinação do Tribunal de Justiça (TJ-PR). Ele foi transferido para a Penitenciária Industrial do município, onde aguardará por uma tornozeleira eletrônica.

O Tribunal do Júri condenou Carli Filho a nove anos e quatro meses de prisão por duplo homicídio culposo. O ex-deputado causou um acidente de trânsito em 2009 e vitimou Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, de 26 e 20 anos. Carli Filho dirigia alcoolizado, em alta velocidade, e com a habilitação suspensa por excesso de pontos.

A pena imposta pelo júri popular, no entanto, foi reformada pelo TJ-PR. Com a decisão dos desembargadores, que reduziram a pena para sete anos, quatro meses e 20 dias, o político teve o direito de progredir para o regime semiaberto antes mesmo de ser preso.

Luiz Fernando Ribas Carli Filho se entregou à Justiça na tarde desta terça-feira (28) e logo foi encaminhado para uma audiência de custódia. A juíza Liliane Graciele Breitwisser, da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas, manteve o ex-deputado detido em Guarapuava, como determinou o TJ-PR.

A juíza determinou que Carli Filho fosse “imediatamente conduzido à Penitenciária Industrial de Guarapuava”. No local, por ser portador de diploma de curso superior, o condenado será mantido em uma cela especial.

No entanto, “se tratando de condenado em regime semiaberto e da inexistência de estabelecimento penitenciário destinado ao cumprimento da pena em tal regime nesta comarca”, a juíza determinou que o MP-PR se manifeste em relação à harmonização da pena.

Na audiência de custódia, Breitwisser reconheceu que o estado não tem condições de atender a todos os requisitos da prisão. Isso abre um precedente para que Carli Filho troque o regime semiaberto na Penitenciária Industrial de Guarapuava por uma tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

O MP-PR tem prazo até o final da semana para se manifestar sobre o caso. A defesa de Carli Filho também deverá se manifestar neste mesmo prazo sobre a possibilidade de harmonização.

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