Transporte coletivo pode parar nesta quinta por falta de combustível

Francielly Azevedo

Após o terceiro dia da paralisação dos caminhoneiros, que já afeta várias cidades do Paraná, as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana decretaram alerta vermelho nesta quarta-feira (23), As operadoras afirmaram que, se o problema persistir, a prestação de serviços do transporte coletivo da capital pode ser afetada de maneira geral a partir desta quinta-feira (24).

“Devido à falta de abastecimento de combustíveis, em razão do protesto de caminhoneiros, as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana já estão operando em alerta vermelho, pois o estoque nas garagens está baixo. Se o problema persistir, a prestação do serviço de transporte coletivo pode ser afetada de maneira geral já a partir desta quinta-feira (24)”, diz a nota.

Segundo as empresas, foi pedido para que a Urbs (Urbanização de Curitiba) adote, de imediato, uma operação de contingência, como a retirada de tabelas especiais de reforço e carros extras. “As operadoras seguem acompanhando atentamente o desenrolar dos acontecimentos e trabalham em conjunto com a Urbs em busca de soluções”, afirma o comunicado.

Os trechos com registro de greve dos caminhoneiros no Paraná chegaram a 90 na manhã desta quarta-feira (23), de acordo com as polícias rodoviárias estadual e federal. O protesto é organizado pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), em conjunto com órgãos sindicais, contra o valor do diesel e pela redução dos tributos sobre os combustíveis.

 

Transporte também pode parar em Maringá

A prefeitura de Maringá também comunicou por meio de nota na manhã desta quarta-feira (23), que já está faltando combustível na cidade, especialmente diesel. Segundo a administração municipal, o problema traz riscos para manutenção do transporte coletivo.

“Para evitar paralisação do transporte, A Secretaria de Mobilidade Urbana e a TCCC estudam alternativas para preservar o funcionamento do sistema”, diz a nota.

Uma das medidas da prefeitura para evitar a paralisação total, será a desativação de linhas em períodos de baixo movimento para concentrar o fluxo de ônibus nos horários de pico. “Planilha com as linhas e horários está em fase de elaboração pela empresa. A Prefeitura de Maringá também já prevê problemas de abastecimento da frota e se organiza para preservar serviços como transporte escolar, coleta de lixo e funcionamento de ambulâncias”, afirma.

**Reportagem atualizada às 13h40**

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.