Transporte coletivo de Curitiba registra mais de quatro mil “fura-catracas” por dia

Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba

Ônibus - Curitiba - Enem

Mais de quatro mil pessoas utilizam diariamente o transporte público coletivo de maneira ilegal: sem pagar a tarifa. Os chamados ‘fura-catracas’ agora têm um perfil diferente: a maior parte deles é formada por usuários comuns do transporte. Ou seja, pessoas que costumavam pagar a passagem, mas que agora entram direto. Os estudantes figuram em segundo lugar.

O horário de maior registro de invasões vai das 13:30 às 17 horas. O levantamento é do Setransp. Para o diretor executivo do sindicato que representa as empresas de ônibus, Luiz Alberto Lenz César, os números são resultado da facilidade em invadir o ônibus e também da impunidade.

“Nos chama a atenção justamente a quantidade de pessoas comuns. O passageiro que tem condições de pagar a passagem e está se sentindo no direito de não pagar. O fator que nós sempre pedimos em parceria com a Guarda Municipal e Polícia Militar que venha a ter um fato inibidor a isso. Por outro lado, as empresas tomaram iniciativa de criar uma barreira na estação tubo para que não haja mais essa invasão”, afirmou.

O prejuízo estimado ao sistema é de R$ 6 milhões ao ano. A estação-tubo mais invadida ainda é a Passeio Público, com uma média de 209 invasões diárias.

“Continua sendo a campeã. Tem cinco colégios e o shopping Mueller. Pelo horário que fizemos essa medição vimos que quantidade de estudantes aumentou em 6%, quase 940 invasões por dia. Os estudantes também nos chamam a atenção”, disse.

O número atual: 4.068 fura-catracas ao dia é 1,8% maior do que o registrado no último balanço, em março: 3.995 pessoas. O estudo revelou, também, que existe uma migração dos fura-catracas. Ou seja, quando operações da PM ou da Guarda Municipal são feitas em determinados pontos de embarque, os grupos passam a invadir estações próximas. A partir do mês que vem, um anteparo será instalado na estação-tubo Passeio Público, para dificultar o acesso dos invasores. Caso a medida funcione, será implantada em outras estações a partir de março.

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