Trecho mais perigoso do Paraná deve ganhar 18 radares

Com Clóvis Melo, Metro MaringáA Prefeitura de Maringá finalizou a proposta de fiscalização conjunta da Avenida Colombo p..

Mariana Ohde - 13 de fevereiro de 2017, 09:44

Com Clóvis Melo, Metro Maringá

A Prefeitura de Maringá finalizou a proposta de fiscalização conjunta da Avenida Colombo pelo município e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Pelo projeto, que será enviado nesta semana para a PRF, devem ser instalados ao longo da via 18 radares, que vão fiscalizar o excesso de velocidade e avanço do sinal vermelho.

Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, são dezenas de faixas da via a serem fiscalizadas. “Para excesso de velocidade, serão 40 faixas da Colombo fiscalizadas”, disse Purpur. “Já o avanço de sinal terá 32 faixas monitoradas”. A diferença entre um e outro é referente ao número de faixas de rolamento da Avenida Colombo, que varia de acordo com o trecho.

Meio a meio

A proposta que será apresenta pela prefeitura à PRF propõe a divisão em 50% do dinheiro arrecadado com as multas. Já o equipamento a ser utilizado para a fiscalização deverá ser do mesmo tipo que a secretaria de Mobilidade Urbana pretende licitar para as outras ruas e avenidas da cidade.

Os radares foram retirados da Avenida Colombo em junho de 2009, ou seja, há quase sete anos, a via, considerada uma das mais perigosas do estado, está sem equipamentos fixos de monitoramento.

A PRF utiliza-se de radares móveis para fiscalização nesse trecho.

Histórico

A retirada dos radares no trecho de 12 km da via aconteceu em função de uma decisão de maio de 2009 do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que, em acórdão, determinou a retomada do controle das estradas federais (a Colombo é um trecho urbano da BR-376) que antes estavam sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Estadual.

Os equipamentos, também conhecidos como “pardais” eram administrados pela então Secretaria de Trânsito, que lançava as infrações. Havia nove câmeras fiscalizando avanço de sinal e outros quatro equipamentos que registravam excesso de velocidade.

A média de multas lançadas pelos radares era de cerca de 1,2 mil por mês. Para que a fiscalização continuasse, era necessário fazer um convênio entre a prefeitura e a PRF, e que nunca vingou em todos esses anos.

Entre as mais perigosas

Segundo dados da PRF, que compreendem números de janeiro e dezembro de 2016, a Avenida Colombo é a mais perigosa do Paraná e a décima mais perigosa do Brasil. Foram 279 acidentes, 61 deles graves, com quatro mortes.