Estudos sobre tremores de terra em Rio Branco do Sul começam na segunda-feira

Estelita Hass Carazzai - BandNews FM Curitiba


Após dois tremores de terra em pouco menos de duas semanas, Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, vai começar na semana que vem um trabalho de campo para avaliar a causa dos abalos. A prefeitura da cidade e a UFPR (Universidade Federal do Paraná) definiram, em reunião na última quarta-feira (15), um plano de ação para investigar o que está acontecendo. O estudo deve ficar pronto em até dois meses.

Segundo o geólogo Rodrigo Arquimedes Faria, da secretaria municipal do Meio Ambiente, a principal hipótese é que o excesso de bombeamento de água pela Sanepar tenha provocado desabamentos no subsolo. Os profissionais do Cenacid, o Centro de Apoio Científico em Desastres da UFPR, devem iniciar os trabalhos de campo na próxima segunda-feira (20).

“Eles vão fazer estudos de campo, mapear a estrutura geológica e tentar fazer vários estudos na tentativa de identificar a causa real desse tremor. Acredito que em 60 dias eles possam emitir um relatório conclusivo sobre isso. Eu volto a defender a minha tese de que isso pode ser uma consequência do bombeamento de água”, disse.

A estatal de saneamento nega problemas. Faria diz que a prefeitura também está em contato com o Centro de Sismologia da USP para uma eventual colaboração com o estudo. Ele destaca que não há motivos para pânico.

“Não há motivo para preocupação da população por enquanto. É claro que se a gente perceber que a causa é o bombeamento, vamos montar um plano de ação com a Sanepar”, afirmou.

O município também pediu uma reunião extraordinária da câmara técnica de gestão do Aquífero Karst para debater a questão. A cidade está localizada sobre o aquífero, onde podem estar acontecendo os desabamentos que teriam provocado os tremores. A prefeitura ainda notificou dez mineradoras da cidade para que apresentem seus planos de detonação ao município.

Uma outra hipótese é que os abalos tenham sido provocados por explosões realizadas de madrugada. A Sanepar negou que os problemas tenham sido provocados pelo bombeamento da empresa, e disse que irá responder à notificação da prefeitura.

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