Tubarão morto no Paraná pode ter sido vítima de maus tratos e pesca ilegal, diz polícia

Vinicius Cordeiro

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A Polícia Civil do Paraná investiga os crimes de maus-tratos e pesca ilegal na morte do tubarão na praia de Guaratuba, no litoral do estado. O animal encalhou na areia e não resistiu ao ficar fora da água, mas um vídeo (assista abaixo) mostra que dois homens puxaram o tubarão para longe do mar enquanto ele ainda estava vivo.

“Estamos tentando identificar esses homens. Ao invés de procurarem ajuda, eles foram tirar o animal do seu habitat natural, deixando ele ainda mais desidratado. Com os laudos vamos ver se o animal poderia estar vivo se não fosse essa atitude”, conta a delegada Fernanda Lima.

Além disso, também foram encontrados apetrechos de pesca, como anzol e linha de pesca, junto com o corpo do tubarão da espécie mako, que tinha 2,26 metros. O laboratório do Centro de Estudos do Mar, da UFPR (Universidade Federal do Paraná) está responsável por apurar as causas da morte e deve divulgar laudos até o final dessa semana.

A dupla deverá ser intimada e interrogada no Paraná, mas a polícia pede ajuda da população para encontrar os homens.

“Não sei se tentaram salvar o animal antes, mas estavam debochando da situação. Isso demonstra o desdém que certas pessoas têm por animais. Muitos dos que tiraram fotos com o animal já morto são moradores locais e surfistas, sabem que o procedimento correto não seria esse”, completa Lima.

A pena para o crime de maus-tratos é três meses a um ano de prisão, mais multa. Já a pesca ilegal também exige o pagamento de multa, mas pode acarretar um a três anos de reclusão.

TUBARÃO-MAKO

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Tubarão encontrado na praia era do tamanho de uma prancha de surfe. (Reprodução/Correio do Litoral)

tubarão-mako ou tubarão-anequim é encontrado em mares tropicais e temperados, com temperaturas acima de  16°C. O animal pode chegar até 4,3 metros de comprimento e 580 quilos. Uma das principais características é sua cor azul metálica. Ele é considerado um tubarão perigoso e extremamente rápido, podendo chegar até 88 km/h em curtas distâncias.

Por fim, a recomendação da polícia é acionar o Corpo de Bombeiros ou o Centro de Estudos do Mar assim que algum animal marinho for localizado na praia.

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