UEM aprova cotas raciais em seu vestibular a partir de 2020

Iasmim Calixto

uem resultado vestibular de inverno 2019 foto divulgação cotas raciais


O vestibular da UEM (Universidade Estadual de Maringá) a partir de 2020 irá separar 20% de suas vagas para cotas raciais. A decisão foi tomada pelo Conselho da Universidade, nesta quarta-feira (20), justamente no Dia da Consciência Negra.

Dos 144 conselheiros da Universidade, 98 votaram a favor da implementação das cotas raciais no vestibular, enquanto quatro foram contrários. Ainda tiveram sete abstenções 35 ausências na votação.

O vestibular da UEM ficará dividido da seguinte forma:

  • 60% das vagas para ampla concorrência;
  • 20% das vagas para cotas sociais;
  • 20% das vagas para cotas raciais.

Os estudantes que optarem pelo PAS (Processo de Avaliação Seriada) para ingressar na UEM não terá a opção do benefício das cotas raciais.

COMISSÃO INTERNA PELAS COTAS RACIAIS

Por mais de um ano, uma comissão formada por sete professores da UEM e um representante discente analisou a proposta das cotas raciais e trabalhou para construir o processo.

O responsável por presidir a comissão e professor da UEM, Márcio Noveli, destacou os principais momentos do processo para implantar as cotas raciais na Universidade.

“O processo contou com professores da sede e dos campi da universidade, o que dificultou um pouco o processo pela organização da agenda dos oito envolvidos. Já de início foi proposto um prazo para esse relato, porém, com a greve do meio do ano, o andamento do processo foi dificultado. Contudo, no geral, o processo correu bem e foi muito participativo”, explicou Noveli.

O professor ainda agradeceu a participação de grupos da Universidade e da comunidade externa, como o Núcleo de Estudos Interdisciplinares Afro-Brasileiros, o Coletivo Yalodê-Badá e o Grupo de Professores Pró-Cotas Raciais.

Estagiário supervisionado pelo jornalista Jorge de Sousa

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