UFPR pode perder quase 600 bolsas de mestrado e doutorado

BandNews FM Curitiba

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Uma reunião entre membros do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, vai discutir nesta quarta (25) as mudanças na distribuição de bolsas de mestrado e doutorado em instituições superiores pelo país.

De acordo com a Capes, a distribuição das bolsas será com base no desempenho acadêmico e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da cidade onde o curso é ofertado. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) caso as alterações sejam mantidas, quase 600 bolsas podem ser perdidas em programas da instituição.

Segundo o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UFPR, Francisco Mendonça, uma nova forma de distribuir as bolsas deveria ter sido implementada no começo deste mês, conforme acordado entre as instituições. No entanto, essa nova distribuição foi uma decisão unilateral da Capes, que não está de acordo com o que foi avaliado na primeira fase do processo.

“Os dados foram totalmente mudados, sem que ninguém soubesse o que aconteceu. Quem tomou a decisão sozinho não respeitou aquilo que foi definido antes”, afirma o reitor.

As novas regras da Capes devem valer apenas para as vagas que estão desocupadas ou cuja previsão de conclusão de pesquisa seja este ano. Segundo a UFPR, com nova medida cerca de 40% das bolsas de mestrado e de 30% das de doutorado vão ser atingidas em até três anos.

O pró-reitor ainda ressalta que com o novo cálculo, na prática haverá menos bolsas em proporção ao número de alunos que pretendem realizar uma pós-graduação.

“Na prática, 20 alunos (por exemplo) que esse ano e o ano que vem vão concluir o doutorado de medicina, ao invés de passar para outros alunos que vão entrar, as bolsas serão cortadas do sistema”, explica.

Em nota, a Capes disse que não foram feitos cortes e que ampliou a concessão de bolsas pelo país. Além disso, afirmou que a adoção do modelo não vai retirar a bolsa de estudantes que têm, atualmente, o benefício.

O modelo deve trazer reduções de futuras bolsas para uma parte dos cursos, que estão menos avaliados e elevará o quantitativo de auxílios a outros cursos, a exemplos dos considerados de excelência.

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