UFPR repudia vandalismo após encerramento do ato de antirracismo em Curitiba

Angelo Sfair - BandNews FM Curitiba

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A UFPR (Universidade Federal do Paraná) repudiou oficialmente os atos de vandalismo registrados após o encerramento do ato antirracista que aconteceu ontem ( 1º) em Curitiba. A instituição também esclareceu que não teve nenhuma relação oficial com a manifestação, cuja concentração aconteceu em frente ao prédio histórico da Praça Santos Andrade.

O reitor da universidade, Ricardo Marcelo Fonseca, disse em entrevista à BandNews FM que as pessoas não podem confundir a praça pública com a instituição. O professor lembra que a praça é um palco tradicional de protestos desde o início do século 20 e que já recebeu manifestações de diversas vertentes sociais e políticas. Ele reforçou que a UFPR repudia atos de violência.

“A nossa comunidade repudia e nada teve a ver com aquilo. Pelo que vi, o ato que aconteceu terminou exatamente na praça e houve dispersão para todos os lados. O quebra-quebra aconteceu, sobretudo, no Centro Cívico e ligar a universidade com isso é, no mínimo, leviano”, disse o reitor.

“Temos que aproveitar esse momento, que é de tensão, para não exasperar os ânimos e tirar conclusões apressadas. A universidade não compactua e jamais compactuará com violência”, completou.

O ato antirracista reuniu centenas de pessoas em Curitiba e transcorreu, sobretudo, de forma pacífica. Não houve estimativa de público por parte do movimento ou da Polícia Militar.

A manifestação foi convocada na esteira no movimento Black Lives Matter – vidas negras importam –, que ganhou força em todo o mundo após o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos. O homem negro morreu após ser imobilizado e asfixiado por um policial de Minneapolis. O agente do Estado manteve o joelho pressionado ao pescoço da vítima por pelo menos oito minutos, apesar da revolta e dos alertas da população que testemunhou o caso.

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