UFPR: não há mais riscos das aulas serem suspensas após desbloqueio do governo

Vinicius Cordeiro

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A UFPR (Universidade Federal do Paraná) confirmou o desbloqueio de verbas do governo federal. Com a medida, a universidade recebe R$ 24 milhões, metade do que foi bloqueado pelo MEC (Ministério da Educação) em maio deste ano. Com isso, a UFPR garante que não corre mais riscos de suspender as aulas.

O descontingenciamento de verba do governo faz com que a instituição recupere 15% dos 30% bloqueados anteriormente.

“Isso significa, sobretudo, que a universidade não vai parar no ano de 2019. Nós terminaremos o ano letivo”, garantiu o reitor Ricardo Marcelo Fonseca.

“A universidade não está mais com os cofres vazios e pode fazer frente às despesas desse mês e também das maiorias das despesas do próximo. Nossas bolsas, que dependem da universidade, contratos e serviços estão assegurados”, completou ele.

NA ESPERA PELO RETORNO DE MAIS VERBAS

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, já disse que, dependendo da economia do país, pode acontecer um novo descontingenciamento de verbas. Com isso, o reitor da UFPR disse estar atentos, além de dizer que esse desbloqueio de 15% não é o ideal.

“Foi um desbloqueio importante, mas não o suficiente para que terminemos o ano sem dívidas. Nós devemos aguardar para que possamos terminar o ano como o previsto e nos manter atentos para que o orçamento da educação seja restituído na sua integralidade”, completou o reitor Ricardo Marcelo Fonseca.

OS MESES DA UFPR APÓS O BLOQUEIO DO GOVERNO

Com o bloqueio de 30% determinado pelo MEC em maio, a UFPR prontamente manifestou que a continuidade das atividades estavam ameaçadas. Foram realizados atos de protesto contra a medida, com o apoio dos alunos. Um grupo chegou a criar a página Registros de balbúrdia na UFPR, referenciando a polêmica declaração do ministro Weintraub.

Diversas reduções nos gastos foram feitas, por exemplo, nas contas de água e energia elétrica. O RU (restaurante universitário) foi fechado durante o mês de julho, assim como a linha Intercampi foi interrompida.

O próprio reitor confessou que a universidade estava operando no limite, além de reconhecer que as contas poderiam não ser pagas a partir de setembro.  Inclusive, no mês passado, a APUFPR (Associação de Professores da Universidade Federal do Paraná) recomendou a suspensão do vestibular da UFPR. Entretanto, a medida radical foi descartada pelo reitor.

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