Um mês após morte de Tatiane, página do Instagram tem movimento internacional por justiça

Andreza Rossini


A morte de Tatiane Pitzner completou um mês na quarta-feira (22).

Ela caiu do quarto andar do prédio onde morava, no interior do Estado. Momentos antes, câmeras de segurança flagraram o marido de Tatiane, Luis Felipe Mainvaller agredindo a esposa e levando novamente o corpo de Tatiane até o apartamento.

A página do Instagram “Todos por Tatiane” divulgou imagens encaminhadas de vários lugares do mundo, pedindo justiça ao caso. Mensagens de “Somos Todos Tatiana” vieram de países como China, Bélgica, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, México, Toronto, Argentina e Estados Unidos, entre outros.

Fotos: Reprodução/Instagram

O caso

De acordo com a denúncia, Luis Felipe matou a esposa após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional. Os promotores Dúnia Serpa Rampazzo e Pedro Henrique Brazão Papaize também afirmam que o laudo da perícia aponta que ele teria enforcado a vítima.

Luís Felipe está preso desde o dia 22 de julho, quando foi encontrado após se envolver em um acidente em uma rodovia a cerca de 320 km de Guarapuava. Ele dirigia o carro da advogada e seguia em direção a fronteira com o Paraguai e Argentina.

No último dia (31), Luís Felipe foi indiciado pela Polícia Civil pela morte da esposa por homicídio qualificado, motivo torpe (que ofende a ética social), uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino, o chamado feminicídio.

Luis Felipe nega as acusações e diz que a esposa se jogou da sacada. Segundo sua defesa, o casal tinha um relacionamento “feliz”, que estava em seu quinto ano.

Em nota, a defesa afirma que mantém sua posição de permanecer no aguardo do resultado de exames periciais no corpo da vítima (exame de necropsia), no apartamento do casal, nas câmeras de segurança, nos smartphones, computadores e HDs apreendidos e na realização de reprodução simulada dos fatos com a participação do acusado.

A defesa pede que Manvailer seja transferido da Penitenciária Industrial de Guarapuava para o Complexo Médico-Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Os advogados alegam que o acusado teria tentado suicídio e estaria precisando de acompanhamento psiquiátrico.

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