Reunião entre reitores pode selar suspensão das aulas nas universidades do Paraná

Vinicius Cordeiro

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Uma reunião entre os reitores das principais universidades do Paraná vai decidir se as aulas serão suspensas a partir da próxima segunda-feira (16) por causa do coronavírus. O encontro está marcado para esse domingo (15), em Curitiba.

Os reitores já se encontraram na noite de ontem (12), mostrando cautela e preocupação em relação ao cenário da doença. O Paraná é o terceiro estado com mais casos confirmados do COVID-19, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Nenhuma instituição anunciou a suspensão das aulas por enquanto. Contudo, os representantes cogitam uma suspensão inicial por duas semanas a partir de segunda-feira. A decisão dependerá de como o coronavírus vai evoluir no estado nesses dois dias.

Estiveram presentes membros da UFPR (Universidade Federal do Paraná), UTFPR (Universidade Tecnológica do Paraná), PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), UP (Universidade Positivo) e das Universidades Estaduais de Londrina (UEL), Ponta Grossa (UEPG) e Maringá (UEM).

“Preocupados”, definiu Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR, sobre a postura dos reitores. “Combinamos de continuar conversando, avaliando em conjunto”, completou.

UFPR DIVULGA MEDIDAS PREVENTIVAS AO CORONAVÍRUS

A UFPR divulgou 10 ações de prevenção aos docentes, estudantes e funcionários da universidade. Entre as medidas, é recomendado o cancelamento de viagens para locais onde haja transmissão comunitária do coronavírus, usar o Disque Saúde (136) para tirar dúvidas dos sintomas relacionados à doença; suspender atividades e eventos comemorativos, científicos, artísticos e culturais; abrir as janelas durante atividades presenciais nos ambientes da UFPR.

Além disso, servidores e estudantes que pertencem a grupos vulneráveis (idosos, pessoas com doença respiratórias ou cardiovasculares, por exemplo) poderão modificar o regime de trabalho e a distribuição de atividades acadêmicas conforme procedimento administrativo a ser informado.

Também foi aconselhado que os docentes procedam atividades domiciliares e em plataformas digitais ao invés de realizar aulas teóricas e seminários.

Por fim, as reuniões devem ser feitas por videoconferência ou ser suspensas, enquanto as unidades devem disponibilizar  sabonete líquido e papel toalha, além de álcool 70% em todos os banheiros, anfiteatros e ambientes com circulação alta de pessoas.

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