Vacinação no ‘Pavilhão da Cura’, no Parque Barigui, registra fila pelo segundo dia

Redação

Vacinação no 'Pavilhão da Cura', no Parque Barigui, registra fila pelo segundo dia

Pelo segundo dia consecutivo, o ‘Pavilhão da Cura’, no Parque Barigui, em Curitiba, registra aglomeração em função da vacinação contra a Covid-19. No local, estão sendo vacinados profissionais de saúde.

Ontem a Prefeitura de Curitiba informou que houve uma inconsistência no sistema eletrônico que faz o agendamento da vacinação. Por isso, profissionais de saúde foram convocados, a partir dos seus locais de trabalho, para serem vacinados.

“Houve aglomeração no momento que começou a chuva. Até então, as pessoas estavam na fila e respeitando o distanciamento. A Guarda Municipal tentou organizar uma fila embaixo da marquise e as pessoas não respeitaram o distanciamento”, relatou Margaret Born, terapeuta ocupacional do Hospital de Clínicas, que esperou uma hora para receber a primeira dose da CoronaVac.

Sobre a fila registrada hoje, a Prefeitura de Curitiba ainda não se manifestou.

Vacinação no ‘Pavilhão da Cura’, no Parque Barigui, registra fila pelo segundo dia (Paraná Portal)

MP É CONTRA CENTRALIZAÇÃO DA VACINAÇÃO EM CURITIBA

Em ofício conjunto, órgãos de Justiça e Controle fizeram uma série de recomendações para a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) e para a SMS (Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba) em relação à campanha de vacinação contra a covid-19, iniciada no último dia 20 de janeiro.

Eles se posicionaram contra a campanha de vacinação centralizada em Curitiba no pavilhão de eventos do Parque Barigui. Conforme os órgãos fiscalizadores, por mais estruturado que seja o local, a escolha de um único lugar para aplicação da vacina pode ocasionar aglomerações indevidas.

Além disso, a centralização pode dificultar o comparecimento de diversas pessoas porque muitos moram ou trabalham em lugares distantes do Parque Barigui. Os órgãos também argumentam que a vacinação poderia ser melhor distribuída, ao menos em favor de outras regiões de Curitiba.

As medidas foram assinadas pelo MPF (Ministério Púbico Federal), MPPR (Ministério Público do Paraná), MPT (Ministério Público do Trabalho), pela DPU (Defensoria Pública da União) e pela DPE (Defensoria Pública do Estado). A prefeitura de Curitiba afirmou que iria se pronunciar no prazo determinado.

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