Varíola dos macacos: Curitiba registra o segundo caso da doença

Também são as primeiras confirmações da doença no Paraná. Nas duas situações, os curitibanos fizeram viagens recentes: um para a Europa e outro para São Paulo.

Redação - 06 de julho de 2022, 14:13

(Foto: iStock)
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Curitiba registrou o segundo caso de varíola dos macacos. Também são as primeiras confirmações da doença no Paraná, segundo a informação dada pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) nesta quarta-feira (6).

Nas duas situações, os moradores da capital paranaense fizeram viagens recentes: um para a Europa e outro para São Paulo. O primeiro caso foi confirmado no domingo (3).

No Paraná, oito suspeitas de varíola dos macacos são monitoradas. Quatro em Curitiba, uma em Cascavel, uma em Londrina, uma em Campina Grande do Sul e uma em Pinhais.

As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Lacen-PR (Laboratório Central do Estado). De acordo com a Sesa, todas as pessoas acima têm histórico recente de viagens ou tiveram contato com quem teve diagnóstico positivo para a doença.

VARÍOLA DOS MACACOS: O QUE É E OS QUAIS SINTOMAS

A varíola dos macacos, causada pelo vírus monkeypox, é uma doença viral cuja transmissão humana acontece por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba) orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar pústulas na pele (bolinhas vermelhas com pus), após viajar para países que já declararam surto ou depois de ter contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença.

“Neste caso, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois esses sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, afirma a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Marion Burger.