Paraná registra primeiro caso de Varíola dos Macacos

Segundo a Sesa-PR, o paciente é um homem de 31 anos, morador de Curitiba e com histórico de viagem para Curitiba entre os dias 16 e 18 de junho.

Redação - 03 de julho de 2022, 12:32

Imagem ilustrativa. (Geraldo Bubniak/AGB)
Imagem ilustrativa. (Geraldo Bubniak/AGB)

O estado do Paraná confirmou neste domingo (03) o primeiro caso da Varíola dos Macacos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR), o paciente é um homem de 31 anos, morador de Curitiba e com histórico de viagem para Curitiba entre os dias 16 e 18 de junho.

O paciente foi atendido inicialmente numa UPA de Curitiba na última sexta-feira (24), com relato de febre e alergia de pele. Exames para confirmação do diagnóstico foram coletados no hospital, em ambiente isolado.

Ainda de acordo com a Sesa-PR, o caso do morador de Curitiba estava sendo analisado com outros dois suspeitos, de Londrina e Cascavel, que ainda continuam em investigação.

As amostras dos suspeitos foram coletadas e encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), responsável pela articulação com o Ministério da Saúde para envio ao Laboratório de referência para casos desta doença, em São Paulo.

VARÍOLA DOS MACACOS: O QUE É E OS QUAIS SINTOMAS

A varíola dos macacos, causada pelo vírus monkeypox, é uma doença viral e a transmissão entre humanos acontece principalmente por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

De acordo com a médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Marion Burger, a ameaça da varíola dos macacos para a população geral permanece baixa. “É uma situação ainda rara e não se espalha facilmente entre pessoas sem contato próximo ou íntimo”, afirma.

“As infecções respiratórias como a covid-19, os resfriados e a gripe continuam ocorrendo em grande frequência atualmente e ainda são as principais preocupações”, complementa Marion.

Neste momento, em relação à monkeypox, a SMS orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus) após viajar para países que já declararam surto ou depois de ter contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença. “Neste caso, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois esses sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, afirma Marion.