Vereadores de Fazenda Rio Grande aprovam reajuste de 8,5% nos salários

Julie Gelenski


Com Rádio CBN Curitiba

Em sessão extraordinária na Câmara de  vereadores de Fazenda Rio Grande, os parlamentares aprovaram na manhã desta terça-feira (13), um reajuste de 8,5 % nos salários. Foram reajustados também os vencimentos do prefeito reeleito, do vice eleito, atual presidente do legislativo da cidade, e dos secretários municipais. A sessão extra durou cerca de 15 minutos.

A partir de 1º de janeiro de 2017, o salário do prefeito de Fazenda Rio Grande passa dos atuais R$ 22.174,85 para R$ 24.060,00. Os vencimentos  do  vice prefeito e dos secretários municipais vão de R$ 12.276,98 para R$ 13.172,95.

O reajuste, que corresponde a reposição da inflação, foi aprovado por 8 votos a 1. A Câmara Municipal da cidade possui 13 parlamentares, mas 4 estavam ausentes do plenário na manhã desta terça-feira (13).

Fato, no mínimo, curioso: a sessão que aumentou os salários foi presidida por Silvestre Savitzki (PPS), eleito em outubro passado vice-prefeito de Fazenda Rio Grande na chapa encabeçada por Márcio Wozniack (PSDB), que chefiava a Câmara de Fazenda Rio Grande até abril de 2013, quando assumiu a prefeitura, depois que o prefeito e a vice-prefeita foram cassados.

O advogado da Câmara, Renan Gabriel, explica que a Casa tem de fixar o subsídio dos vereadores da próxima legislatura e do prefeito, vice e secretários, mas não é obrigada a reajustar os valores.

A pauta da sessão extra trazia ainda outros dois projetos sobre emplacamento de veículos e outro de declaração de utilidade pública. A ordem do dia, no entanto, não foi publicada no site da Câmara de Fazenda Rio Grande. Nem antes e nem depois da votação, o que gerou questionamentos dos moradores da cidade que compareceram à sessão desta manhã, que foi muito rápida. Valéria de Oliveira, dona de casa, reclama da ausência de transparência: ” é insulto com o povo porque eles iam fazer (o reajuste) sem ninguém saber. Mas nós somos mais espertos e descobrimos”.

Para o desempregado Oriosvaldo da Silva, a aprovação é uma afronta frente as inúmeras demandas em diversas áreas, especialmente na área da saúde e da segurança pública: “temos apenas uma UPA que atende, questões de segurança, está tendo muito assalto, todos os dias arrastão nos ônibus. Uma série de problemas na cidade, eles deveriam olhar com bons olhos e favorecer o povo e não somente eles”.

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