Vereadores presos tomam posse hoje em Foz do Iguaçu

Cinco vereadores reeleitos presos pela Operação Pecúlio em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, vão tomar posse do mandato..

Narley Resende - 18 de janeiro de 2017, 09:25

Cinco vereadores reeleitos presos pela Operação Pecúlio em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, vão tomar posse do mandato nesta quarta-feira (18). A Justiça deferiu as liminares de Anice Gazzaoui (PTN), Rudinei de Moura (PEN), Darci Siqueira “DRM” (PTN), Edílio Dall’Agnol (PSC) e Luiz Queiroga (DEM).

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A sessão é aberta, com limite de 100 pessoas, conforme o número de lugares disponíveis, para acompanhar a posse dos parlamentares. A sessão também poderá ser acompanhada pela internet, no site da Câmara. Os vereadores devem tomar posse a partir das 10h.

Os parlamentares foram presos preventivamente, sem prazo determinado para deixar a prisão, durante a 5ª fase da Operação Pecúlio.

A investigação da Polícia Federal (PF) apura o esquema de prática de crimes contra a administração pública de Foz do Iguaçu e de corrupção nas licitações do município com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Sistema Único de Saúde (SUS).v

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Na última decisão, o juiz Alessandro Motter afirma que a posse dos vereadores foi garantida à eles através dos votos de seus eleitores e, portanto, a Justiça não poderia deslegitimar a decisão popular.

“Deve-se esclarecer, mais uma vez, que não é o Poder Judiciário que está legitimando a posse dos impetrantes por esta decisão. A posse foi legitimada pelo voto dos eleitores dos impetrantes, que nas últimas eleições votaram neles e, com isso, confiaram-lhes o mandato de vereador”, declarou o juiz substituto.

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Ex-prefeito preso

Além dos vereadores, o ex-prefeito Reni Pereira (PSB) também havia sido detido pela PF acusado de chefiar a organização criminosa que fraudava concorrências públicas para a contratação de obras e serviços de Saúde pela Prefeitura.

O ex-prefeito foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, usurpação de função pública, fraudes a licitações, peculato e formação de quadrilha, além de coação no curso de inquérito policial e também da ação penal.