Véspera de vigor da reforma trabalhista terá manifestação de centrais

Narley Resende


As maiores centrais sindicais do País marcaram para o próximo dia 10 de novembro uma manifestação nacional em protesto contra a reforma trabalhista do Governo Michel Temer (PMDB), que deve entrar em vigor a partir do dia 11. As centrais lançaram em outubro uma campanha de coleta de assinaturas que pretende viabilizar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para tentar revogar a reforma, assim como outras 11 leis revogadas por meio desse instrumento.

A Constituição Federal permite que a sociedade apresente uma proposta à Câmara dos Deputados, desde que seja assinada por um número mínimo de cidadãos distribuídos por pelo menos cinco Estados brasileiros. As centrais esperam recolher 1,3 milhão de assinaturas em coleta física e pela internet.

A reforma trabalhista (PLC 38/2017) foi aprovada no Senado por 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção. A matéria foi sancionada no dia 13 de julho como Lei 13.467/2017 e entra em vigor a partir do dia 11 de novembro de 2017.

Coleta de assinaturas contra reforma trabalhista. Foto: Gibran Mendes / CUT
Coleta de assinaturas contra reforma trabalhista. Foto: Gibran Mendes / CUT

Além da Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central do País, a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e outras organizam atos para o chamado “Dia Nacional de Paralisação” nas capitais e diversas outras cidades.

De acordo com a CUT, a maioria dos sindicatos filiados já aprovou a paralisação no dia. “Dia 10 de novembro é dia de mostrar ao Brasil, ao Temer e ao Congresso Nacional que queremos emprego de qualidade, não um emprego qualquer, e que não aceitaremos essas reformas recessivas”, afirmou Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT.

Em São Paulo, maior cidade brasileira, para marcar a data, haverá uma manifestação na praça da Sé, região central de São Paulo, que seguirá até a Avenida Paulista. Para Curitiba e outras capitais, o cronograma do dia de paralisação deve ser divulgado nesta quarta-feira (1º).

 

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