VÍDEO: Grupo protesta contra a vacina para covid-19 e a favor da cloroquina em Curitiba

Redação

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Um grupo de Curitiba protestou, nesta segunda-feira (7), contra a vacina de covid-19 e em defesa de medicamentos como cloroquina e azidromicina no tratamento do coronavírus. O ato aconteceu na Boca Maldita, no Centro da capital paranaense, nessa segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil. “Não queremos a vacina, nós temos a cloroquina” foi o principal lema dos manifestantes.

O grupo também disparou contra o atual prefeito, Rafael Greca (DEM), e a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak. Segundo eles, as autoridades municipais devem adotar o protocolo do Ministério da Saúde contra o coronavírus. A pasta federal incluiu, em maio, a orientação do uso hidroxicloroquina e a azidromicina no tratamento de covid-19. Apesar disso, as principais entidades sanitárias do Brasil e do mundo, como a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e a OMS (Organização Mundial de Saúde), deixam claro que nenhum dos remédios foi cientificamente comprovado como eficaz no combate à infecção.

Um vídeo, gravado pelo jornalista Eduardo Matysiak, mostra a fala de um dos porta-vozes da manifestação. “Chega de mortes, prefeito Greca. O povo curitibano não aguenta mais. Deixaremos um recado claro para vocês: quem manda em Curitiba são os curitibanos. Parem de matar as pessoas. Tratamento precoce do Ministério da Saúde já”, diz o homem.

Conforme o boletim desta segunda, Curitiba chegou a 1.075 mortes e superou a marca de 36 mil casos de coronavírus. Vale lembrar que a prefeitura retomou a bandeira laranja, que representa alerta médio contra a covid-19, e determinou a suspensão das atividades dos bares da cidade. Entre os motivos da decisão está o aumento do número de casos diários da doença.

VACINA RUSSA CONTRA A COVID-19 DEVE SER TESTADA EM 10 MIL PESSOAS

O governo do Paraná e a Rússia firmaram um contrato sobre os estudos da Sputnik V, a vacina russa contra a covid-19, no dia 12 de agosto. O memorando determinou a parceria entre o Tecpar e o Instituto Gamaleya, de Moscou, para a cooperação técnica de testagem e a produção da vacina.

A fase atual do processo exige que o governo estadual envie o protocolo de validação para a fase 3 de estudos clínicos à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até o fim deste mês. Ou seja, é preciso que os estudos da vacina sejam adequadas à legislação brasileira. Com autorização por parte do órgão, a próxima etapa da pesquisa poderá ser iniciada.

A expectativa é que tudo esteja regularizado até a metade de outubro e que 10 mil pessoas sejam submetidas à vacina russa.

Na semana passada, a revista científica The Lancet publicou um artigo no qual afirma que a vacina da Rússia é segura e capaz de produzir imunidade contra a covid-19 sem desencadear efeitos colaterais graves.

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