Vítima é presa no lugar de suspeito por engano no PR

Fernando Garcel e BandNews FM Curitiba


Um homem foi preso por engano, em Cascavel, no oeste do Paraná, dias após registrar boletim de ocorrência por uma tentativa de roubo ocorrida em março. Rosimar Alves foi vítima e acabou sendo preso no lugar do verdadeiro suspeito por um erro do mandado de prisão, expedido no nome dele e não no nome do ladrão.

Segundo o advogado de Rosimar, Milton Machado, os policiais foram até a casa da vítima para cumprir o mandado. “Ele achou que seria ouvido algum ponto não esclarecido, mas o policial disse que tinha um mandado de prisão. Na delegacia, já preso, Rosimar começou a questionar de forma contundente o que tinha ocorrido”, conta o advogado. “Por sorte, o policial decidiu ligar no fórum e confirmar o mandado que constava no sistema da polícia. Foi quando o policial descobriu que o mandado estava errado”, diz Machado.

Ele ficou preso por algumas horas até que o mandado fosse revogado. Mas, mesmo depois da situação ter sido esclarecida, uma nova tentativa de prisão foi feita, dessa vez no trabalho de Rosimar. Os policiais foram até o local e pediram pelo funcionário, para conduzi-lo novamente à delegacia. A prisão só não foi efetivada novamente por que os colegas do trabalho defenderam a vítima.

“Depois de várias insistências, os policiais resultaram consultar o banco de dados e viram que não existia mais o mandado de prisão. Não foi conduzido, mas causou todo o transtorno em sua residência, trabalho e vizinhos com aquela situação desagradável”, aponta o advogado da vítima.

No sistema eletrônico da justiça constam dois mandados de prisão expedidos: um em nome do acusado e outro com o nome de Rosimar. Para o advogado, não há nenhuma justificativa para o erro. Segundo ele, nem mesmo o nome do acusado, que não foi divulgado, é parecido com o nome da vítima. “É um erro grosseiro. Rosimar pretende buscar meios legais para reparação e responsabilidade do Estado pelo dano e transtorno que foi causado. Foi preso por um erro e descuido do sistema judiciário”.

E o suspeito?

O verdadeiro suspeito já estava preso quando toda a situação ocorreu. A 2ª Vara Criminal de Cascavel, que expediu os mandados, disse que houve um equívoco na emissão das ordens de prisão e que assim que o erro foi constatado, o mandado foi revogado.

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