Vítima recebe alta após tiro em posto de combustível em Curitiba

Matheus Coelho levou um tiro na perna enquanto comprava um lanche para a namorada no posto em que houve o incidente.

Redação - 04 de maio de 2022, 13:58

(Foto: Reprodução/Globoplay)
(Foto: Reprodução/Globoplay)

Matheus Coelho, uma das vítimas baleadas em um posto de combustível em Curitiba, recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira (4). Ele estava internado no Hospital Evangélico Mackenzie.

A vítima levou um tiro na perna enquanto comprava um lanche para a namorada no posto em que houve o incidente. Ele conta que a bala ainda está alojada no corpo, e que não foi retirada porque o posicionamento dela não compromete o funcionamento das veias e artérias. Posteriormente, ela será removida. 

"Foi coisa de filme, que não desejo para ninguém. Eu 'tava' na frente do caixa e já havia começado uma discussão. Ele deu um tiro e me joguei no chão com a minha namorada", explica Matheus, dizendo que a companheira não ficou ferida. 

Ao sair, ele disse que se sente renascido. "Acredito que é uma chance de ver a vida de modo diferente", disse ele em entrevista à RPC.

Além dele, outras três pessoas foram baleadas. Uma delas, de 32 anos, morreu ainda no local; outra é uma motorista de aplicativo, que foi atingida no peito, perna e abdômen e está internada no Hospital Cajuru.

POLICIAL ATIRA EM POSTO DE COMBUSTÍVEL EM CURITIBA

O policial Ronaldo Massuia atirou contra pessoas em um posto de combustível na avenida Sete de Setembro, no Alto da XV, em Curitiba. Pelo menos dez tiros teriam sido efetuados. Houve tumulto e quatro pessoas acabaram baleadas.

Uma das vítimas fatais foi um homem de 32 anos, que morreu ainda no local. De acordo com a PMPR (Polícia Militar do Paraná), o homem estava aparentemente alcoolizado. De acordo com a defesa de Ronaldo, ele teve um surto psicótico devido ao quadro profundo de depressão que enfrenta. 

Para o delegado Tito Barichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, apesar do inquérito ainda estar no início, provas materiais e depoimentos corroboram para um crime qualificado.