Vítimas de chacina, familiares de PM são sepultados no Paraná

O corpo do policial militar Fabiano Junior Garcia, autor da chacina que chocou o país, foi enterrado ontem (15), sem velório, a pedido da família.

Redação - Tarobá News - 16 de julho de 2022, 13:06

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Os familiares do policial militar Fabiano Junior Garcia, vítimas de uma chacina promovida pelo próprio PM, serão sepultados neste sábado (16) no Oeste do Paraná. Oito pessoas foram mortas pelo oficial, em uma tragédia que chocou o país.

Pela manhã foram enterrados no cemitério Jardim da Saudade, em Toledo, os corpos da mãe do policial, Irene Garcia, de 78 anos, do irmão Claudiomiro, de 50 anos, e uma das filhas do policial, Amanda Garcia, de 12 anos.

O sepultamento da esposa, Kassiele Moreira, de 28 anos, e dos outros dois filhos do policial militar, Miguel, de quatro anos, e Kamili, de nove, será às 15h no Cemitério de São Pedro do Iguaçu.

Outras vítimas

Antes de tirar a própria vida com um tiro na cabeça, o policial militar Fabiano Junior Garcia, de 37 anos, matou outros dois rapazes, que não tinham parentesco algum com ele.

Luiz Carlos Becker, de 19 anos, foi sepultado na manhã deste sábado (16) em Toledo. Ele deixa os pais e quatro irmãos. A outra vítima morta aleatoriamente pelo PM, Kaio Felipe Siqueira, de 17 anos, será sepultada às 14h30, na mesma cidade.

O corpo do policial militar Fabiano Junior Garcia foi enterrado ontem (15), sem velório, a pedido da família.

Policial militar mata oito pessoas em Céu Azul e Toledo, seis dela da sua famiília

O policial militar Fabiano Junior Garcia, lotado no 19º BPM (Batalhão de Polícia Militar), assassinou oito pessoas entre a noite de quinta-feira (14) e a madrugada de sexta-feira (15). A tragédia aconteceu nas cidades de Toledo e Céu Azul, no Oeste do Paraná.

De acordo com a Polícia Militar, o soldado trabalhou normalmente até às 19h e após deixar o batalhão teria cometido os crimes. Depois de cometer a chacina, o policial militar tirou a própria vida dentro de seu carro, com a arma da corporação.

PM deixou áudio para os familiares, onde pede desculpas

Familiares do PM receberam um áudio de WhatsApp, onde o policial pede desculpas e diz que não conseguiria viver sem a mulher, Kassiele Moreira, de 28 anos. O casal apresentava problemas no relacionamento, que podem ter sido a motivação dos crimes. O soldado também citou que convivia com dívidas.

"Ela já não estava mais suportando muito o jeito que eu lidava com ela, não estava mais suportando se eu ia dar atenção pra ela ou não. E ela deixou a entender que ela não fazia questão de continuar comigo. Então, se é assim, como eu me dediquei toda a minha vida pra ela e eu dediquei de todo coração mesmo, eu desisti de pensar em qualquer outra pessoa, de pensar em pular a cerca ou qualquer coisa, pra poder dar atenção, dar valor pra ela", disse o policial, que prossegue.

"Em um momento de depressão, entrei nesse maldito desse jogo, para mim uma válvula de escape para a depressão e me distanciei dela. E ela se acostumou com isso. E daí agora ela disse que tanto faz, então se pra ela tanto faz, ela não quis mais ficar comigo, ela falou que possivelmente ia separar, não iria ficar comigo do jeito que eu sou, que eu sou com as coisas do meu jeito e tal, então se é assim, eu já estava querendo fazer isso mesmo, porque eu já não consigo conviver com a situação da minha mãe lá com o problema lá, eu vivo financeiramente f*", concluiu.