Volta às aulas presenciais acontecerá após vacinação dos professores, diz Ratinho

Vinicius Cordeiro

aulas presenciais paraná ratinho junior professores

O governador do Paraná Ratinho Junior (PSD) afirmou nesta terça-feira (30) que a volta às aulas presenciais serão concretizadas somente quando os professores receberem vacinas contra covid-19.

“Assim que fechar o ciclo de 60 anos, e acredito que até meados de abril a gente vai vacinar todos de 60 anos, vamos começar a vacinar nossos policiais e professores. Isso vai ajudar a voltar, até meados de maio, para as salas de aula”, projetou ele em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.

De acordo com o Vacinômetro do governo do Paraná, o estado alcançou a marca de um milhão de vacinados nesta terça-feira. A previsão, como reforçado por Ratinho Junior, é imunizar todas as pessoas com 60 anos ou mais ainda em abril.

“Queremos o retorno [das aulas], o ambiente escolar é muito importante. Mas não podemos fazer isso sem ter a segurança, em especial aos professores, que volte para a sala de maneira que possa colocá-lo em risco”, completou Ratinho, dizendo que se não fosse o agravamento da pandemia devido à variante P1, já haveria tido o retorno das atividades presenciais.

A definição é alinhada ao que foi dito pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), ao Meio Dia PR ontem e atende o pedido da APP-Sindicato, que representa os profissionais da Educação.

Ao Paraná Portal, o presidente do sindicato, Hermes Leão, ressaltou que a classe sempre ressaltou que o retorno das aulas presenciais não ofereça risco aos professores, funcionários das escolas e alunos.

“A APP-Sindicato vem defendendo que a volta só ocorra após a vacinação. É o mínimo que o governador pode fazer. Lamentamos que haja ocorrido tanta pressão e tantas datas que foram marcadas quando havia a ciência afirmando que não havia condições para uma volta segura”, avaliou.

VOLTA ÀS AULAS PRESENCIAIS HAVIA SIDO MARCADA PARA FEVEREIRO

Renato Feder, secretário estadual da Educação, esteve ao lado do governador Ratinho Junior quando, em dezembro, anunciou a volta das aulas a partir do dia 18 de fevereiro.

No mês passado, após proposta do governo estadual, a Educação passou a ser considerada atividade essencial e todo o Paraná. A Câmara de Curitiba também fez o mesmo na lei municipal.

Contudo, o agravamento da pandemia de covid-19 na primeira metade de fevereiro fez com que a administração de Ratinho Junior suspendesse o retorno das aulas presenciais. Desde então, não haviam sido divulgadas previsões de datas.

A suspensão – e a explosão de casos que gerou o caos no sistema de Saúde – é atribuída à nova variante do coronavírus. Chamada de P1, a cepa foi identificada em Manaus e passou a ter transmissão comunitária no início de fevereiro.

“Essa nova cepa faz com que você tenha que redesenhar. Até dias 10 de fevereiro, eram 40 pessoas, no máximo, esperando um leito. Do dia 10 para o dia 12, foi de 40 para 450 pessoas na fila de espera. E até dia 15, passou de 800. É uma agressividade absurda”, finalizou Ratinho.

Previous ArticleNext Article