Coluna Social
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RB| Abrabar entra na Justiça para garantir ‘nome limpo’ para associados

A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas - Abrabar vai ingressar com uma ação na Justiça pedindo que as empresa..

Ruy Barrozo - 28 de março de 2020, 18:46

A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas - Abrabar vai ingressar com uma ação na Justiça pedindo que as empresas e colaboradores autônimos ligados à entidade não sejam incluídos em cadastros de inadimplentes.

A iniciativa busca reparar danos causados pelo impedimento de muitas associações comerciais permanecerem em funcionamento devido à pandemia mundial de corona vírus.

Serasa, Serviço de Proteção ao Crédito - SPC, Cadastro de Emitentes de Cheque Sem Fundo - CCF e Serviço Central de Proteção ao Crédito - SCPC estão entre os principais órgãos reguladores de crédito no país.

Presidente da Abrabar, Fábio Aguayo entende que o associado não pode ser duplamente penalizado.

Sem ter como gerar receita por causa dos dias parados, é inevitável que o empresário acabe por atrasar algum pagamento.

“Aí ele será enquadrado como devedor por um desses agentes? Não pode. Isso aí limitaria inclusive uma possível tomada de empréstimo justamente para reerguer o comércio”, ressaltou ele.

“Os empresários sempre cumpriram com suas obrigações, mas agora estão impossibilitados de fazer a economia girar por causa de um vírus letal”, completou Aguayo.

Cadastro positivo

O dirigente explicou que a ação valerá também para que os associados não sejam incluídos no cadastro positivo – o documento carrega toda a vida financeira de uma entidade.

A iniciativa é resultado de uma parceria com a Anzoategui Advogados.

“O cadastro positivo é uma medida boa, que veio ajudar quem paga direitinho. Mas, neste momento, precisamos de um respaldo maior”, destacou Aguayo.

Renegociação

A Abrabar decidiu entrar também na Justiça Federal com pedido para prorrogação e a renegociação de empréstimos, financiamentos e dívidas bancárias de empresário-associados do setor.

A iniciativa contempla pleitos de donos de bares, restaurantes, casas noturnas e demais 37 atividades econômicas no Paraná.

“Queremos que essa renegociação de dívidas seja para todos os devedores, sem causar prejuízo a ninguém”, afirmou o advogado Orlando Anzoategui Jr, especialista em resolução de dívidas.