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Italiano Bolognesi traz a CWB cidade cyberpunk.O multiartista italiano Marco Bolognesi, conhecido na Europa pelo ..

Ruy Barrozo - 08 de outubro de 2017, 02:34

Italiano Bolognesi traz a CWB cidade cyberpunk.

O multiartista italiano Marco Bolognesi, conhecido na Europa pelo ambicioso projeto da cidade cyberpunk Sendai City: the Truth trouxe para a Bienal de Curitiba a série fotográfica “Techno Mutant”, criada, segundo ele, para refletir sobre o cenário de confronto do mundo contemporâneo.

A série é um novo capítulo sobre os confrontos de sua cidade imaginária, desta vez encarnando o conflito corporal.

As impressionantes fotografias compõem a sala que ocupa no Museu Oscar Niemeyer - MON, que reúne as principais exposições da Bienal com curadoria de Massimo Scaringella.

O artista multimídia se vale de várias formas de expressão, do desenho até a pintura, do cinema à fotografia e ao vídeo.

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Na exposição que trouxe a CWB, a cor preta é a protagonista das fotografias (100x70 cm), e com ela o artista apaga as fronteiras entre o espaço e o sujeito em um conflito crescente, até o ponto em que o indivíduo, a fim de sobreviver, é forçado a sofrer mutações.

Para isso, incorpora elementos de sua pesquisa e, mais uma vez, escolhe trabalhar em modelos com objetos reciclados: "Eu tentei trabalhar com pistolas de água enquanto objetos de forma inofensiva e divertida que se referem à guerra de maneira lúdica e com elementos de uso comum, tais como tubos ou caixas elétricas, fáceis de serem encontrados em todas as casas de qualquer cidade do mundo", conta Bolognesi.

A edição deste ano da Bienal de Curitiba parte do conceito “Antípodas – Diverso e Reverso” para homenagear a China, país diametralmente oposto ao Sul do Brasil.

A mostra abre as portas em mais de uma centena de espaços culturais da cidade, trazendo trabalhos de artistas brasileiros e de 42 países dos cinco continentes.

De 1.º de outubro deste ano até 25 de fevereiro de 2018, CWB se transforma na capital da arte contemporânea.

De acordo com o criador do conceito da Bienal, o curador Ticio Escobar, a ideia é refletir sobre a “diversidade” e os “opostos”, que não são apenas "uma fronteira entre os meios de expressão artística, mas também um limite entre culturas. Limites que nunca são definitivos e representam cruzamentos de ida e volta, encontros diversos e sinergias criadas a partir de comparações entre diferentes pontos de vista, distantes, e até mesmo contrários. De acordo com Deleuze: a transversalidade atua juntando diferenças”.

Para a mostra principal, o curador Massimo Scaringella selecionou uma gama diversificada de artistas, que inclui, além de Marco Bolognesi, Davide Boriani (Fundador do grupo histórico T), os finlandeses Tuomo Rosenlund & Johanna Pohjanviria e Hannu Palosuo, o americano Stevens Vaughn, o israelense Shay Frish e o marfinense Joachim K. Silue, entre outros.

A Bienal de Curitiba é realizada há 24 anos e é referência em arte contemporânea, reconhecida como um dos principais eventos de arte do circuito latino-americano.

Nos cinco meses do evento são esperados mais de um milhão de visitantes. Tem realização do Ministério da Cultura, governo do Paraná e Prefeitura de Curitiba.ruy.barrozo