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O pedágio paranaense.O reajuste do pedágio aprovado pela AGEPAR, de quase 5% acima da inflação registrada pelo Ín..

Ruy Barrozo - 16 de dezembro de 2018, 13:00

O pedágio paranaense.

O reajuste do pedágio aprovado pela AGEPAR, de quase 5% acima da inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado - IPCA surpreendeu todos os setores da economia no Estado, uma vez que os preços abusivos estão sob suspeição.

Os índices variam de 6,66% a 17,6% para as tarifas operadas por cinco das seis concessionárias que atuam no Paraná.

"Mais uma vez vai afugentar e direcionar todos para o litoral catarinense" reforçou Aguayo, se referindo ao valor abusivo cobrado na praça de São José dos Pinhais, no principal acesso às praias do Paraná.

"Esperamos que na próxima gestão e na renovação dos contratos do pedágio, se tenha o bom senso para resgatar o turismo do Paraná", disse.

"Com o pedágio nestas alturas, fica insustentável atrair os visitantes, já que os preços de tudo quanto é coisa já é alto. Isto afasta os turistas", ressaltou. Aguayo lembra ainda que o reajuste nas tarifas do pedágio também afeta o turismo em Foz do Iguaçu, uma vez que, para chegar à cidade, seguindo de CWB, são nove praças espalhadas em pouco mais de 600 quilômetros da BR-277.

De acordo com a decisão da AGEPAR, apenas a ECONORTE, que opera pedágios na região do Norte Pioneiro, ficou fora do reajuste, por decisão da Justiça Federal.

A RODONORTE poderá aumentar suas tarifas em 6,66%; a ECOCATARATAS em 7,66%; e ECOVIA em 7,91%.

Com a decisão, a tarifa para veículos de passeio entre CWB e o Litoral, por exemplo, vai subir dos atuais R$ 19,40 para R$ 20,90.

Não foi definida a data para entrada em vigor dos aumentos.

A Caminhos do Paraná terá aumento de 8,4% e a VIAPAR de 17,6%, com a tarifa saindo de R$ 13,40 para R$ 15,80 no caso de veículos de passeio.

As concessionárias, segundo o portal Bem Paraná, protocolaram o pedido de reajuste no último dia 27 no Departamento de Estradas de Rodagem - DER/PR.

A governadora Cida Borghetti/PP chegou a recorrer à Justiça Federal para tentar barrar o aumento, apontando que as concessionárias são alvo de investigação do Ministério Público Federal na operação Integração, que apura suspeitas de um esquema de pagamento de propina a agentes públicos em troca de aditivos contratuais e elevação de tarifas.

A Justiça, porém, recusou o pedido.