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O que você aprende na escola e universidade deve fazer a diferença na sua vida.Juntos, especialistas debatem a ed..

Ruy Barrozo - 20 de junho de 2018, 16:12

O que você aprende na escola e universidade deve fazer a diferença na sua vida.

Juntos, especialistas debatem a educação do futuro.

Marcos Meier, Carolina Marra, Andreia Caldani e Daniel Castanho

Se o educador, escritor e psicanalista Rubem Alves estivesse vivo, ficaria feliz em saber que um dos maiores grupos de educação do Brasil está perfeitamente alinhado com o modelo de educação que tanto preconizou.

Na última terça-feira, o presidente do grupo Ânima, Daniel Castanho, a vice-presidente acadêmica do grupo, Carolina Marra, o educador Marcos Meier e a diretora geral da instituição em CWB Andreia Caldani, protagonizaram um painel sobre a Educação do Futuro, no recém-inaugurado campus Palácio Avenida, do Centro Universitário Unisociesc, em CWB.

Crítico do sistema educativo brasileiro, Rubem Alves era sedento por mudanças na educação brasileira deixando como legado, reflexões sobre educação, o tempo e à vida.

A criança, o jovem e o adulto, precisam de uma “educação que cria a alegria de pensar”.

“A universidade é uma escola que precisa ser completamente reinventada, pois continua sendo tradicional. E nós estamos aqui para propor essa mudança”, afirmou Castanho.

Filho de educadores, o professor cresceu no meio educacional e movido de um inconformismo criou o grupo Ânima Educação e reinventa todos os dias a instituição.

Com uma proposta nada convencional, a Unisociesc assume o compromisso de causar essa transformação no ensino-aprendizagem.

Para ele, o artífice dessa transformação da sociedade e da escola em todos os níveis, é o professor.

Castanho enfatiza que as instituições de ensino não podem oferecer a mesma coisa para todos sem perguntar ao aluno, onde ele quer chegar e o que precisa para alcançar.

Provocativo, Castanho perguntou ao auditório atento: “O que você aprende faz diferença na tua vida”

Ele participou do VI Encontro de Reitores Universia, 2018, em Salamanca, na Espanha, e trouxe para o debate as conclusões a que chegaram cerca de 800 reitores de universidades de todo o mundo que estiveram no encontro.

Num futuro bem próximo, cerca de quinze anos, 40% das pessoas serão freelancers.

Isso não significa que não haverá mais emprego.

Mas, mostra que o aluno não pode ser passivo e precisa de professores que desenvolvam seu espírito empreendedor.

“O verdadeiro valor de uma escola, universidade, não está no lucro, mas em suas ações para transformar a sociedade. Em CWB, assumimos a responsabilidade e compromisso de melhorar a sociedade por meio da educação”, enfatizou.

O grupo Ânima foi buscar inspiração em países que se reinventaram em momentos críticos e estabeleceu parcerias com a Finlândia e a Universidade de Stanford, por exemplo.

Os resultados são visíveis na estruturação da grade curricular em que o aluno é convidado a participar desse processo, com uma trajetória personalizada, foco no projeto de vida e carreira, professores são mentores e mostram o caminho para se ter um propósito.

A vice-presidente acadêmica do grupo Ânima, Carolina Marra, enfatizou a importância de a universidade trazer significado às pessoas e não apenas conhecimentos técnicos.

Para isso, a diretriz curricular híbrida dos cursos de graduação e pós-graduação da Unisociesc foi estruturada para disciplinas profissionalizantes e disciplinas livres, as soft skills, que ensina as competências para o século 21, inclusive comportamento.

Marcos Meier encerra o painel da noite trazendo uma profunda reflexão embasada na mediação da aprendizagem do professor Feuerstein, percursor da Teoria da Modificabilidade, que aprofunda e orienta no contexto da importância na mediação da aprendizagem.

Meier incentiva uma docência desafiadora, inclusiva, descentralizadora e humana.

Andreia Caldani finaliza o evento reiterando o que disse Castanho, uma aula é “aquilo que fica depois que a gente vai embora e a inspiração é o grande segredo da educação”.