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Estilista baiano Jeferson Ribeiro inspira-se em uma Salvador livre e ousada em nova coleção Araçá.Nova coleção, A..

Ruy Barrozo - 16 de maio de 2018, 23:08

Estilista baiano Jeferson Ribeiro inspira-se em uma Salvador livre e ousada em nova coleção Araçá.

Nova coleção, Araçá, de Jeferson Ribeiro será desfilada nesta sexta-feira, às 20h30, na programação oficial do Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza.

Ousadia, sofisticação e Salvador.

A harmonia de três elementos possíveis de descreverem a nova coleção do estilista baiano Jeferson Ribeiro, docemente chamada de Araçá, que será desfilada nesta sexta-feira, às 20h30, no Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza.

Inspirada na liberdade estética e nas gambiarras das festas de largo, populares nos anos 80 e 90 na Bahia, Araçá vêm justamente para misturar o mood desafiador de Jeferson presente em suas criações desconstruídas e destemidas ao shape urbano e sofisticado de uma coleção permeada por um desejo notável de transformação e liberdade.

"É uma coleção pensada para mulheres que batalham um espaço mais justo e digno na sociedade, ousadas e desafiadoras. Também, doces e amorosas. Acreditei na capacidade humana de mover-se e transformar seu espaço para criar dobras no tempo em forma de roupa, como um acesso à nova dimensão, menos ilusória e mais afetiva", afirma o estilista.

De forma a materializar Araçá, a composição dos tecidos da coleção nasce a partir do contraponto de ideias, como na união do conforto e incômodo, vista em alfaiatarias retas e volumes disformes; sedução e negação, em shapes minimalistas e texturas repetitivas; resistência e entrega, em recortes milimétricos e materiais contrastantes.

Divergências transformadas em consenso, tendo o linho, o denim, a sarja cotelê e a viscose em diferentes gramaturas como base.

Tecidos desenvolvidos em parceria com a Vicunha Têxtil, Glow Tecidos e Brand Textil.

Salvador recebe amplo espaço durante toda a coleção e ganha ares leves e o frescor da capital soteropolitana com uma cartela de cores como o roxo, o mostarda, o azul lavado e o rosa seco.

A partir dessa mistura diversa, recorda-se as pinturas dos bancos, barracas, estandartes e mortalhas utilizados nas festas de largo de uma Salvador moderna e retrógrada.