Não são só resultados: o nível baixo das atuações desanimam o torcedor paranaense

Vinicius Cordeiro


Quem torce para Athletico, Coritiba, Paraná e Operário está sofrendo. E não são apenas os resultados, as atuações também desanimam.

O Athletico está com vaga garantida nas oitavas da Libertadores, mas passa aperto no Brasileirão. A tendência é que o time saia da zona do rebaixamento (até pela qualidade do elenco), mas as atuações são muito abaixo da expectativa. O desempenho atual não faz nem sombra aos jogos do ano passado. Não precisamos forçar a memória para lembrar partidas horrorosas, como na derrota para o Palmeiras pela terceira rodada da Série A. Nesse final de semana, a equipe ficou no empate por 1 a 1 contra o Atlético-GO, que teve um expulso com 18 minutos do primeiro tempo. Mais um jogo fraco.

A chegada de Paulo Autuori deve mudar o rumo do Furacão. É uma pessoa que já conhece o clube e tem muita experiência para colocar o trem no trilho. Outra figura importante será o meia Nikão, recuperado de lesão. O jogador é a principal referência técnica da equipe e foi o melhor atleta do estado após a paralisação dos campeonatos por causa da pandemia.

No Coritiba, o nível melhorou nas duas últimas rodadas depois da partida covarde contra o São Paulo. O problema é que o sofrimento da briga contra a zona de rebaixamento deve se manter até o fim do Brasileirão. A torcida questiona as decisões de Jorginho rodada após rodada, mas viu que o time pode produzir mais.

Nessa altura, já é perceptível que o meio campo ganha força com a presença de Matheus Galdezani ao lado de Giovanni Augusto, grata surpresa das últimas rodadas. É possível não passar tanto sufoco.

Já o Paraná engatou uma sequência horrorosa de resultados. São seis jogos sem vencer, quatro sem marcar gol. O Tricolor saiu da liderança para o sexto lugar da Série B, mas ainda vê uma distância de três pontos para o G4. O técnico Alan Aal tem muito o que fazer para fazer, principalmente na retomada da confiança do elenco. Renan Bressan, que tem futebol para atuar na Série A, precisa resgatar o futebol que fez com que a torcida o apelidasse de Zinedine.

Por fim, o Operário também não fica atrás dos demais. O técnico Gérson Gusmão, há quatro anos no clube, terá que superar a dura goleada por 4 a 1 sofrida diante o CRB. São várias arestas a serem ajustadas para – pelo menos  – não correr riscos na parte debaixo. Só que o tempo é curto: o próximo adversário é o Cruzeiro, que terá a estreia de Felipão, nesta terça.

Além disso, tem a preocupação da covid-19: Tomás Bastos, Rafael Chorão e Fábio foram diagnosticados com a doença, já cumprem isolamento e devem desfalcar a equipe por mais 14 dias. A esperança fica nos jogadores à disposição, como o atacante Douglas Coutinho.

Os torcedores que se acalmem: estamos chegando só na metade da temporada.

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