Alvo de prefeituras, Campeonato Paranaense não deveria ter começado

Vinicius Cordeiro

FPF agenda estreia do Cascavel CR para esta quinta-feira

O novo decreto da prefeitura de Curitiba manteve o veto a qualquer jogo do Campeonato Paranaense. O futebol está condenado ao lado de bares, circos, cinemas e outros ambientes.

Não defendo a prática do futebol neste momento, longe disso. Neste momento, mais de mil pessoas precisam de um leito. Não era a hora de discutir futebol.

No mundo ideal (que fica bem longe do Brasil), qualquer esporte deveria parar assim como outros serviços não essenciais. Muitos deles estão liberados e reabrem a partir desta quarta-feira (10). Assim como o vendedor sobrevive da loja, tem gente que vive da bola. Manter-se nessa catástrofe é o maior desafio.

A decisão da prefeitura de Curitiba, hoje, não foi só controversa. Foi uma aberração. No pior momento da pandemia, flexibiliza-se. É uma lógica que poderia ser complexa, mas é simplista.

As academias estão liberadas. Os jogos, que contam com testes dos jogadores e não têm público, proibidos. Avançamos um ano de pandemia e a discussão sobre como conter o vírus não evoluiu em quase nada.

O que fica de questionamento é: do que adianta Curitiba proibir os jogos se outras cidades liberam? Só vai dar trabalho para a Federação encontrar outro estádio para se jogar?

Por enquanto, apenas Toledo x Rio Branco, Londrina x Maringá e Azuriz x FC Cascavel estão confirmados para esta quinta-feira (11). Os dois primeiros confrontos citados valem pela primeira rodada, marcada por apenas dois jogos realizados. Azuriz, Operário, Cianorte e Athletico-PR estrearam em meio ao caos.

Agora todos os torcedores que iriam acompanhar o Estadual, já pouco prestigiado, precisam entrar em uma lógica maluca para saber o que está acontecendo. Pra fechar: vale fazer um campeonato tão confuso? O produto, que já não é dos mais atrativos, perde ainda mais.

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