Guardiola foi mal e Kanté merece o prêmio de melhor do mundo

Vinicius Cordeiro

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A final da Champions League tem dois personagens centrais. Do lado do Chelsea, bicampeão, o volante Kanté é o principal nome. Pelo Manchester City, o rosto da derrota é Pep Guardiola.

Intenso, o francês de 1,68 metro se transforma em um leão. Não há outro marcador no mundo que dê botes tão certeiros.

Vale lembrar que ele sempre foi um destruidor, mas melhorou muito com o trabalho de Maurizio Sarri. Com a chegada de Jorginho ao clube, ele passou a atuar como um meio campista mais avançado. Kanté aperfeiçoou como controlar a bola, pisar na área e finalizar.

Nesta temporada, Kanté e Jorginho deram sustentação necessária para o estilo de jogo de Thomas Tuchel. Com alas ofensivos, a equipe mostrou intensidade absurda no decorrer dos jogos.

Na final, o Chelsea teve mais facilidade do que esperado devido à estratégia de Pep Guardiola. Não é comum ver uma escolha do espanhol dar errado, mas acontece. Sem Rodrigo ou Fernandinho no time titular, Gundogan teve a parceria de De Bruyne. Isso matou a criação dos Citizens.

Quando o belga sofreu um choque de cabeça com Rudiger, e saiu chorando do gramado, as chances de reação do City praticamente morreram. O time criou pouco e nem as entradas dos atacantes Gabriel Jesus e Aguero ajudou. Fernandinho melhorou a circulação da bola, mas o Chelsea se segurou bem e não passou grandes sufocos.

Méritos a Kanté, que pode levar o troféu de melhor jogador da temporada merecidamente. Os três finalistas do ano passado, Lewandowski, Messi e Cristiano Ronaldo saíram cedo da Champions. Podem perder força, apesar das ótimas temporadas ligas nacionais. Contudo, o nome de Kanté fica ainda mais forte caso vença a Eurocopa com a França. Nesse sentido, Mbappé também é forte candidato.

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