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Dia Mundial da Dislexia: um transtorno que afeta famosos e pessoas comuns.Em 10 de outubro, é o Dia Mundial da Di..

Ruy Barrozo - 11 de outubro de 2016, 18:10

Dia Mundial da Dislexia: um transtorno que afeta famosos e pessoas comuns.

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Em 10 de outubro, é o Dia Mundial da Dislexia.

Trata-se de um transtorno neurogenético, hereditário, que leva crianças e jovens (4 a 7% da população) a apresentarem uma dificuldade de compreender, interpretar e memorizar conhecimentos por meio da leitura.

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Alguns famosos também possuem essa dificuldade, como, por exemplo, os atores Tom Cruise e Whoopi Goldberg, a cantora Cher, a escritora Agatha Christie e o físico Albert Einstein.

Segundo neuropediatra da Neuro Saber Dr. Clay Brites (foto), os disléxicos costumam demorar mais para se alfabetizarem e não se interessam em se expressar, por meio de palavras, historinhas e fatos cotidianos.

O especialista relata que os pais sempre ficam preocupados quando os filhos apresentam grandes dificuldades de leitura e escrita, principalmente a partir dos 9 anos.

A situação se torna inadmissível nessa idade se a criança for inteligente e viver em ideais condições socioculturais.

“Antes da família entrar em pânico, é preciso compreender esse transtorno para poder superar esses problemas”.

Brites esclarece que é comum ocorrer trocas, inversões e/ou omissões de letras, confusões fonéticas pelos pequenos durante a alfabetização.

Diz ainda que, geralmente, essas crianças possuem dificuldades em relação à nomeação de figuras ou cores e apresentam histórico de atraso na fala durante os primeiros cinco anos de vida.

- No entanto, não se trata de pessoas “sem conserto”.

É possível intervir precocemente em “crianças de risco” antes de apresentarem grandes dificuldades na fase escolar.

A remediação precoce já é amplamente aceita e vista como eficaz na literatura internacional e nacional desde a década de 90 - relata.

O profissional explica também que a intervenção precoce reduz os riscos em até 40% dos casos.

Não existe tratamento curativo da dislexia.

“Mas é possível realizar um manejo multidisciplinar com medicações, intervenções fonoaudiológicas e psicopedagógicas”.

Sobre a postura pedagógica das escolas, o neuropediatra reforça que a instituição de ensino deve promover mudanças.

Essa preocupação fará com que as crianças disléxicas “possam se desenvolver sem sofrerem com crises de ansiedade e pânico em sala se colocadas para ler em público, por exemplo”.

- Há uma maior chance de repetência e evasão dessas crianças.

Existe também o risco de doenças mentais, especialmente depressão, e de se envolverem com más companhias.

Portanto, pais, fiquem atentos e acompanhem todo o desenvolvimento de seus filhos! – finaliza.

Site: http://neurosaber.com.br/.ruy.barrozo