Coluna Social
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RB| Violência em periferia curitibana é retratada em “Nóis por Nóis”, que estreia nesta quarta-feira no Canal Brasil

A realidade de jovens moradores de Vila Sabará, bairro violento da periferia de CWB, é retratada em “Nóis por Nóis”, que..

Ruy Barrozo - 12 de maio de 2020, 03:05

A realidade de jovens moradores de Vila Sabará, bairro violento da periferia de CWB, é retratada em “Nóis por Nóis”, que estreia no Canal Brasil nesta quarta-feira, às 21h30.

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A trama dirigida por Aly Muritiba e Jandir Santin mostra como a trajetória dos protagonistas se cruza em um baile de rap na comunidade.

Café (Matheus Pereira) organiza festas de hip hop na localidade e vive entre a cruel hostilidade da polícia e dos traficantes de drogas da região.

Mari (Ma Ry), sua namorada, tem como principal objetivo conquistar o troféu de um disputado concurso de rimas.

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Gui (Maicon Douglas) está mais preocupado em garantir uma boa bilheteria para o evento e garantir seu lucro, enquanto Japa (Matheus Moura) luta para vender os produtos suspeitos de seu chefe, Nando.

Na aguardada noite do baile, um crime choca a vizinhança e obriga os quatro a agir, mesmo que isso coloque suas vidas em risco.

Em “Nóis por Nóis”, Aly Muritiba dá sequência à sua análise da juventude brasileira sob outra perspectiva. Se no amplamente premiado Ferrugem (2018) a adolescência foi retratada a partir de um colégio da classe média, agora é sob a ótica da periferia.

No primeiro, o celular foi o estopim a desencadear o suicídio de uma menina.

Dessa vez, o mesmo aparelho serve para gravar o abuso e a truculência policial.

Para alavancar sua fotografia naturalista, os diretores trabalham com atores amadores, capazes de interpretar fielmente um papel não muito diferente de suas próprias vidas.

Para alavancar sua fotografia naturalista, os diretores trabalham com atores amadores, capazes de interpretar fielmente um papel não muito diferente de suas próprias vidas.

A partir da história de quatro jovens com objetivos completamente distintos em uma noite, o filme consegue montar um mosaico da convivência da periferia.