Coritiba encanta com Rafinha e Léo Gamalho; Autuori serve de escudo no Athletico

Vinicius Cordeiro

athletico coritiba

O atropelo do Coritiba sobre o Toledo encerrou a “rodada” do Campeonato Paranaense, marcada pela goleada do Operário sobre o Athletico em Curitiba. Depois dos vetos das prefeituras devido à pandemia de covid-19, os jogos voltam a acontecer com maior frequência.

O Coxa aparenta estar em uma crescente importante. O principal destaque da goleada é a qualidade de Rafinha. A qualidade técnica prevalece muito em relação aos adversários no Estadual.

A diferença é que o meia, agora, tem companhia. A contratação de Léo Gamalho foi o maior golaço da gestão Follador. É notória a diferença para outros jogadores da mesma posição. Sassá e Ricardo Oliveira não fazem sombra ao ‘Ibra do Couto’.

Waguininho e Igor Paixão tiveram participações importantes, mas ainda não dá para saber como vão se comportar em jogos mais difíceis.

Disse que não dá para cobrar futebol no Paranaense. O torneio serve para desenvolver a equipe. Nesse sentido, o Coxa está indo bem – o que não garante nada no futuro em curto, médio ou longo prazo.

Vimos o Coxa estar bem (até melhor que o Athletico) em anos anteriores e padecer. Com Gustavo Morínigo, isso parece menos provável. Mas não dá para achar que está tudo bem. O lance do gol do Toledo é prova que ainda há muito que se melhorar.

A VERGONHA RUBRO-NEGRA

O Athletico sofreu um revés acachapante diante do Operário no sábado, resultado que manteve o Furacão afundado na lanterna do Estadual. Foi a maior derrota sofrida desde 2014, quando houve a reforma na Arena da Baixada. O time de aspirantes, que conta com alguns bons valores, não foi capaz de demonstrar muita coisa até agora.

Apesar do sinal ligado, a posição não preocupa. Torna-se cada vez mais claro que alguns jogadores mais experientes vão ser usados para evitar a tragédia do rebaixamento.

O fato de Paulo Autuori ter sido um escudo foi fundamental. O diretor, um gênios vivos no futebol brasileiro, sabe muito bem como proteger figuras como o goleiro Bento e até mesmo o técnico Bruno Lazaroni.

A questão que fica é como que a equipe principal, sem ritmo, vai estrear na Copa Sul-Americana em Quito, com mais de 2,8 mil metros de altitude. Será um grande desafio, mesmo com o Aucas deixando a desejar e ainda sofrendo os efeitos da covid-19 no elenco.

RISCO DE ATHLETICO E CORITIBA SE CRUZAREM COPA DO BRASIL

O sorteio da terceira fase da Copa do brasil pode colocar os rivais de frente no torneio nacional. O Furacão é um dos clubes brasileiros que entra na competição agora por estar na Libertadores. Já o Coritiba superou Operário e União Rondonópolis, tendo faturado R$ 2,935 milhões para o caixa.

Pelas cifras altas de premiação, a Copa do Brasil é um grande atrativo. Por questões óbvias, seria melhor para ambos escapar do clássico.

Afinal, ambos poderiam ter um caminho mais fácil para se classificar.

Pote 1 – Athletico, Atlético-MG, América-MG, Bahia, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco da Gama;

Pote 2 – 4 de Julho, ABC, Atlético-GO, Avaí, Boavista, Brasiliense, Cianorte, Coritiba, CRB, Criciúma, Fortaleza, Juazeirense, Bragantino, Remo, Vila Nova e Vitória.

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