A Ana Clara e o mar

João Marcos

Me lembrei agora de uma historinha do último verão em Caiobá….
A neta Laurinha já havia falado de uma amiguinha, a Ana Clara, que conhecera na praia. Falava como se fossem amigas de longa data! Tinham uma sintonia cósmica!
Para dar uma atenção especial à piota, perguntei como ela era.. Altura, cabelos, idade, estas coisas pertinentes à apresentação!
Perguntei também, de onde era a menina.

– De Curitiba, vovô!
– Ela vem sempre a Caiobá?
– Disse que sim, toda vez que sente saudades do seu pai.
– Ele mora aqui?
– Mora sim!
– E o que faz? Trabalha aqui?
– Ele só mora aqui. Mora no mar! Sabe vovô, quando ele  morreu, pediu para que jogassem suas cinzas no mar. Por isso, quando a Ana Clara sente muita saudade dele, sua mãe traz ela aqui.

Num momento singular de rara emoção, exclusivo, reservado, a pequena Laura fitou-me, viu rolar as lágrimas no meu rosto, as enxugou com suas doces mãozinhas, me abraçou forte e também chorou!

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