Aníbal e o santo

João Marcos

Aníbal, alcoólatra assumido, às 10h em ponto o primeiro gole. Nunca antes das dez. Nem um segundo depois também.
Distraído, não dera um “gole pro santo”… Não demorou muito, uns tapinhas no ombro:

– E o meu gole?
– Perdoe-me. Esqueci!
– Pois é… Quando você morrer, vou te esquecer também.
– Não faça isso!  Afinal, estamos no mesmo barco há muito tempo…
– Por isso mesmo! Eu vim e você ficou. E já vou te adiantando… Por aqui, já estão te esperando.
– Mesmo? Caramba…
– Quando você chegar, vou te deixar esperando uns 20 dias. Só depois vou buscá-lo. Este vai ser o castigo.
– Esperando onde? Não entendi!
– No pingatório!!

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