De saco cheio…

João Marcos

Com que alegria encontrei ontem na Caixa Econômica Federal, um amigo de longa data, o professor Antonio Celso de Paula. Pessoa por quem tenho elevada consideração e estima. Além de amigos, fomos colegas de trabalho por muito tempo.
​Uma das características do grande mestre é o seu celso, digo, o seu senso de humor…
​Depois de efusivos abraços com direito a tapas nas costas, exclamei:

​- Quanto tempo… Está pintando os cabelos de branco?
​- Hummm…E você, de castanho?
​- Não, não… tudo natural. Estão raleando, mas a cor ainda é natural. A cor branca é a tinta do tempo!  – afirmei.
​- Verdade!

​Entre um assunto e outro, o amigo dizia:

– Tô de saco cheio…


​Sem dar muita atenção ao seu bordão, fomos jogando conversa dentro e mudando os assuntos. E lá vinha:

– Estou de saco cheio…

​Até que não me contive e perguntei:

​- Saco cheio do quê?
​- Estou de saco cheio de cabelos brancos! – e maliciosamente sorriu para dentro…

​Num primeiro momento não entendi, depois caiu a ficha…
​Colocando a vírgula no lugar certo você também iria entender. Vamos lá:”Tô de saco cheio, de cabelos brancos”.
​Risos à parte, respondi:

​- Eu também!

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