Desumanização!

João Marcos


Desumanizar é ser desumano. É perder a ética, o caráter, a índole e a essência humana.
O cavalo não se descavaliza. A vaca não se desvacaliza… Por que o ser humano se desumaniza?
De cada dez notícias que vemos na tv ou ouvimos nas rádios, sete são de atos de desumanidade. Em muitos casos podemos afirmar que o homem não é mais da espécie humana, tamanha as barbáries e atrocidades que comete. Crimes recheados de torturas inimagináveis, hediondos, que causam grande perplexidade e que custamos a acreditar. Homicídios, latrocínios, feminicídios e outros “ídios” estão em nosso cotidiano. Corrupção então, para deixar qualquer Al Capone no tribunal de pequenas causas.

Uma inversão de valores jamais visto, onde facções disputam o poder com as autoridades competentes. É o crime organizado por vezes mais organizados que as próprias instituições.
Dentro da inversão de valores, o povo tem medo das suas excelências dos três poderes, os quais deveriam ter medo, ou melhor, respeito pelo povo. Seus vultuosos salários são pagos por nós.
A corrupção é o câncer da nação. E muitos políticos a metástase. Precisam ser extirpados definitivamente. É agora ou nunca.
Nesta época pré-eleitoral eles resolvem e têm a solução para tudo. Quando descem dos palanques da campanha, tudo volta como estava. E o povo passa a se chamar “Que se Dane Futebol Clube”.
Na escola, a reclamação é uníssona dos professores referente ao comportamento de grande parte dos discentes. E o que é pior, apoiado pelos próprios pais.

A marginalização é crescente e a gente vai ficando refém dos bandidos comuns, até dos de gravata, os amorais, que por falta de escrúpulos cometem crimes, aplicam golpes, matam sem piedade alguma. Somos o país da “propina.com.br”!
Vemos parlamentares, empresários, advogados, engenheiros, togados, médicos e outros diplomados envolvidos com a corrupção, que é a base da pirâmide do execrável.
Medicamentos vencidos, obras inacabadas, superfaturadas, medidas protelatórias, chicanas, causam a instabilidade jurídica e o descrédito dos investidores e da sociedade. O povo não pode desacreditar do poder judiciário que é a tábua de salvação da esperança de uma nação. Quando as nossas autoridades perdem a moral, o povo perde o respeito. Aonde vamos parar?

Recentemente vimos os jogadores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo na Rússia, viajando de avião de luxo, fretado e vestindo terno Armani de quinze mil reais, enquanto os jogadores dos países do primeiro mundo viajando de avião comercial, de carreira e trajando uniformes esportivos dos seus selecionados. Uma ostentação bem longe da nossa realidade. Um deboche. E ainda por cima, desembarcaram com grandes fones de ouvidos e nem sequer olharam para o público que os espera com filhos nos ombros, enrolados na bandeira nacional para saudá-los, prestigiá-los, apoiá-los e sequer receberam um sorriso ou um aceno de mãos. Um descaso! Ficam “se achando” e não se acharam dentro dos campos. Deveriam rever suas posturas.
Nosso país, nosso povo, nossa gente, não merece todo este descalabro. Ou merece?!

Vejam o que indicam as pesquisas de intenção de votos. Pode?
Pode sim. É só ver.
O nosso país está desacreditado por nós e pelo mundo. Exportamos gênios humanos que por falta de incentivo deixam a nação e se estabelecem em outras pátrias, para desenvolverem e expandirem seus talentos.
Mais de 150 mil estabelecimentos comerciais encerraram suas atividades e centenas de empresas migraram para outros países nos últimos anos.

Todos os dias vemos na tv, a pergunta “que Brasil eu quero para o futuro?” … Queremos o Brasil agora, no presente. Chega de ser um país do futuro. Em vez de perguntar que país queremos para os nossos filhos, é que filhos estaremos deixando para o nosso Brasil. Tudo começa na infância, em casa, na escola!
O Brasil é riquíssimo em solo, mar, minério, clima, extensão territorial, gente boa, criativa e trabalhadora. Nascemos sob o signo da esperança!
Nós podemos mudar tudo isso?
Sim, pelo voto!

Muitos não irão votar, votarão em branco ou anularão seus votos. Daí os destruidores da nação comparecem às urnas e elegem os maus políticos. E recomeça o círculo vicioso… Pensem nisso, pois estarão sendo coniventes com a real situação por qual passamos.
Como dizia o médico e teólogo alemão Albert Schweitzer, ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1952, “Tragédia não é quando um homem morre. A Tragédia é o que morre dentro de um homem quando ele está vivo”!
Por certo ele se referia à esperança. Esperança que está dentro da gente, de um Brasil melhor, mais fraterno, mais igualitário, mais humano!
Brasília capital conveniência!
Brasil capital esperança!

Crônicas recomendadas: Somos humanos… ; A natureza de cada um!
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