Ele nunca errou!

João Marcos


A crônica de hoje é uma forma que encontrei para prestar uma homenagem ao amigo e grande médico que nos deixou esta semana. Deixou também sua assinatura em mais de 11.000 crianças que trouxe ao mundo.
Falo do Dr. Jorge Amim Bacila. Qualquer adjetivo a seguir caberia na extensão do seu nome: dedicação, competência, bondade, amizade, inteligência, superação, abnegação. E tantos outros que fazem jus ao ilustre médico.
Para fazer sua biografia, seriam necessários vários livros. Não obstante, a ideia aqui, é contar um causo que o destacava: o seu diagnóstico.

Há muitos e muitos anos, sem os recursos da medicina contemporânea, as futuras mamães já tinham a intenção de saber se o fruto da sua gestação seria um menino ou uma menina.
A expectativa da espera era para escolher o nome, a cor do quarto, do berço e principalmente das roupas. Azul para os meninos. Rosa para as meninas. O branco era o neutro. Servia para ambos.
Já no primeiro pré-natal, vinha a pertinente pergunta da futura mamãe:

– Doutor, será que é menino ou menina?

Com muita convicção o Dr. Jorge dizia de imediato:

– É menino!

E para outras tantas gestantes, com a mesma convicção e segurança afirmava:

– É menina!

Finda a gestação vinha a comprovação: acertou!
Quando não acertava, sua técnica era sempre colocar na ficha da paciente o sexo contrário do qual falara. Se dizia, por exemplo, que o bebê era menino, na ficha da paciente escrevia menina.
Se a paciente contestasse dizendo que ouvira menino, ele mostrava a ficha e dizia que a paciente não havia escutado direito, que havia entendido mal:

– Veja aqui na ficha, está escrito menina!!

Ele nunca errou!

P.S.: A essência deste texto é fictício, é lúdico…
Sempre que eu contava esta história em alguma reunião de amigos, o generoso médico ria muito e aceitava a brincadeira com muito bom humor!

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