Não errei o presente

João Marcos

Ainda escutamos o bater dos cascos das renas do trenó do Papai Noel. O badalar dos sinos ainda soa ao longe da imaginação… O “ho,ho,ho” também!
O Dia de Reis já se foi… Pinheirinho e adereços nas devidas caixas até o próximo Natal!
Os abraços e as felicitações vão se volatizando para retornarem no outro  dezembro!

A comemoração bíblica da Missa do Galo sempre à meia noite, tomou outros horários, os pinheirinhos naturais, foram substituídos pelos artificiais. Ainda bem! Não lembro de ter visto os algodões que simulam a neve, iguais as nevascas da Lapônia onde mora o bom velhinho. Enfim, o tempo vai imprimindo outros valores e os costumes vão se moldando aos novos tempos. Tudo muda!
Até o amigo oculto ou amigo secreto parece estar com os dias, digo, com os Natais contados.

Quase sempre ganhamos o que não precisamos e também damos o que o amigo oculto não quer, ou o tamanho e a cor não estão em sintonia com os gostos e com as medidas, etc.
Como se não bastasse não sabermos o que presentear ou para não errarmos o número, a cor, ou ainda para evitarmos o estresse das lojas cheias, ainda têm as compras online que atrasam as entregas nesta época e outros transtornos mais. E quem apareceu já há algum tempo para quebrar o galho, foi o “vale”: vale- CD, vale- DVD, vale- Livro e por aí vai… Vale tudo!

Imaginemos que se todos trocassem os “vales” … daí perderia a graça e a finalidade do amigo secreto ou oculto.
Por isso acho que a troca de “vales” está com os Natais contados. Pelo sim…pelo não…
Neste Natal passado, entrei em uma loja para comprar um presente. Gentilmente a colaboradora se aproximou:


_ Posso ajudar?
_ Pois não, Fico grato. Estou procurando uma camisa branca, gola polo!
_ Qual o número?
_ É pra presente. Mas penso que seja 42 ou 44.
_ Veja esta, gostou?

_ Beleza! Esta mesmo!  Por favor gostaria de um pacote bem bonito!
_ Este papel está bom?
_ Preferia que tivesse motivo natalino. Pode ser?
_ Sem dúvida. Tenho um muito bonito aqui.
_ Legal! Enquanto você faz o pacote, vou até o caixa…

_ Olha aqui! Prontinho! Gostou?
_ Maravilha! Bem isso! Fico grato!
_ Quer que eu escreva a dedicatória?
_ Por favor, muita gentileza sua.
_ O que escrevo? De quem para quem?

_ Vamos lá! Então escreve aí de João Marcos para João Marcos.
_ Como? De João Marcos para João Marcos? São homônimos?
_ Não, moça. O presente é para mim mesmo!

Por isso o título desta crônica:
“Não errei o presente”!

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