O reencontro!

João Marcos

O tempo é implacável, inexorável! Na verdade, o velho tempo nos traz gratas e alegres recordações. Ou não.
É ele, o tempo, o portador das mensagens do passado. Afinal, a passagem do tempo ao contrário do que muitos pensam não é uma derrota, mas uma conquista, um privilégio, um prêmio! Quem não quer morrer novo, tem que ir ficando velho. Então… de qualquer maneira, o tempo poderá ser uma tortura ou uma benevolência que está dentro da gente.

Uma coisa é certa, o tempo está passando cada vez mais rápido. Pelo menos é o que todo mundo sente. Se outrora caminhava, hoje trota, amanhã galopará e depois disparará.
Todos temos histórias relativas ao tempo. A de hoje, aconteceu com um grande colega da faculdade.
Havia pelo menos 35 anos que não nos víamos…
Eu estava em Balneário Camboriú quando o celular tocou…

– Sabe quem está falando?
– Esta voz não me é estranha. Fale mais um pouco.
– Sei que não vai lembrar, pois faz 35 anos que não nos falamos. Aliás, pelo telefone até acho que nunca.
– Ah, é? Estou curioso, então diga quem é!
– Fomos colegas de turma na faculdade. É o Nelson!
– Nelson? O qual deles? Tinha dois!!
– Nelson Sell Duarte!
– Quanta alegria em ouví-lo, querido colega! Como vai o amigo?

E a conversa se estendeu por mais uns 15 minutos…
Por coincidência, morávamos bem próximos. Marcamos um encontro no quiosque 10, na Avenida Atlântica dentro de 15 minutos. O primeiro que chegasse, esperaria… foi o combinado!
Rever antigos amigos é abraçar o passado e presentear o momento! Tem sabor de festa!


De longe avistei no quiosque duas pessoas que conversavam e se abraçavam efusivamente. Ao me aproximar, reconheci o colega Nelson, 35 anos mais velho. Agora com cabelos brancos, mas o corpo magro como o daquela época. Fui reconhecido também, mas com um olhar perplexo, que até chamou- me a atenção. Nos cumprimentamos. Ele com um sorriso amarelo, olhou para a outra pessoa que abraçara por várias vezes achando que era eu. Na verdade, até tinha uns traços, usava óculos, bigode e uma pança maior que a minha. Esta pessoa com sorriso amarelo, também apresentou-se. Chamava-se Adolfo. Um gaúcho do Rio Grande amado.

O Adolfo no primeiro momento achou que o Nelson pudesse ser um amigo que ele não se lembrava. Retribuiu os abraços. O Nelson achou que o Adolfo era eu, um pouco mais gordo e feição diferente que o tempo pudesse ter transformado.
Quando tudo foi esclarecido, rimos muito e deste encontro começou uma grande amizade nossa com o Adolfo e entre nossas mulheres também!
Deste encontro aprendi uma lição: quando você for encontrar um amigo ou colega que não vê há muito tempo, recomendo que combinem de colocar um crachá, certo?

P.S.: O tempo voa… galopa…engole o próprio tempo, mas registra os bons momentos que ficam parados na nossa memória.
Os segredos do tempo não estão nas horas que passam, mas na intensidade que se vivem estas horas.

Crônicas recomendadas: O capelista de Copacabana ; Colheita de histórias!
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