Estadual sem lógica: FPF marca jogos com clubes sem ter onde treinar

Vinicius Cordeiro

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O colapso do sistema de Saúde no Paraná gera fortes impactos aos clubes paranaenses durante o Estadual. Nesta sexta-feira (19), a prefeitura de Curitiba prorrogou o decreto da bandeira vermelha até o dia 28 de março, mesmo dia em que encerram as restrições em Ponta Grossa.

As medidas já impactavam no Athletico, que não pode realizar treinamentos no CT do Caju. Agora, o governador Ratinho Junior (PSD) determinou que as ações restritivas de Curitiba sejam adotadas pelos municípios da Região Metropolitana. Ou seja, Coxa e Paraná Clube não podem mais treinar em seus centros de treinamentos localizados em Colombo e Quatro Barras, respectivamente. Operário, em Ponta Grossa, Maringá e Rio Branco, de Paranaguá, são outros clubes sem autorização para usarem as estruturas próprias para se prepararem e precisam buscar alternativas.

A Federação, que ficou refém do caos, segue na parceria com algumas cidades para realizar os duelos – Arapongas, com o Estádio dos Pássaros, tem sido refúgio principal.

Contudo, os clubes serão forçados a entrar em campo para disputar um torneio sem a preparação necessária.

Neste final de semana, por exemplo, dois jogos acontecem Cascavel CR x Toledo e Londrina x Cianorte (único time que vai igualar os três jogos do Azuriz, de Pato Branco).

O Campeonato Paranaense é feito como nunca se viu antes, com jogos a conta gotas. Qualquer um (torcedor ou jornalista) precisa pegar a tabela para compreender: não existe nenhuma lógica. A proposta é bem simples: vai do jeito que dá.

O contexto da pandemia do ano passado já dificultava muitas análises sobre as equipes. No cenário atual, exigir qualquer coisa é impossível.

Os times precisam de resultado, as pessoas precisam de saúde.

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