Jorge Sampaoli sai do Atlético-MG e não deixa saudades ao futebol brasileiro

Jorge Sampaoli está de malas prontas para assumir o comando do Olympique de Marseille, atual sétimo colocado do Campeona..

Vinicius Cordeiro - 22 de fevereiro de 2021, 20:54

(Pedro Souza / Atlético)
(Pedro Souza / Atlético)

Jorge Sampaoli está de malas prontas para assumir o comando do Olympique de Marseille, atual sétimo colocado do Campeonato Francês. O técnico argentino fará seu último jogo com o Atlético Mineiro contra o Palmeiras nesta quinta-feira (25), no Mineirão, e levará apenas um título estadual (Mineiro) na bagagem.

Sampaoli chegou ao Brasil em dezembro de 2018. Comandou o Santos e foi superado pelo Flamengo de Jorge Jesus. Esteve à frente de uma boa equipe, que apresentou ótimo futebol. Foi um bom trabalho, coroado com um surpreendente segundo lugar devido ao caos político-econômico que o Peixe vivia.

No Galo, o cenário foi diferente. Sampaoli garantiu presença dos mineiros na Libertadores 2021, mas esteve abaixo da expectativa. O Atlético era o único clube dos candidatos ao título que tinha foco total no Brasileiro. E nem assim chegou a disputar o título na rodada final.

Foram diversos tropeços bobos. Empate com o Bahia e as derrotas para os rebaixados Goiás e Vasco ilustram bem a reta final. No início, houve revés diante do lanterna Botafogo e também para o Athletico-PR em péssima fase.

No início, Sampaoli desfrutava de uma boa imagem, o que se perdeu com o passar. O jogo posicional, que o técnico trabalha tão bem, virou uma arma contra ele próprio.

Nessa reta final, o futebol do Atlético parecia totó. Jogadores parados, circulação de bola e nada de criatividade. Quando o adversário era esperto, conseguia contra-atacar e criar bastante perigo na defesa aberta.

O jogo fluiu mais quando Nathan estava inspirado. Depois da lesão, apareceram cada vez mais dificuldades. E nenhum dos reforços requisitados solucionou.

Vale lembrar que Léo Sena, um dos destaques da Série A em 2019, foi dispensado. O modus operandi não é novidade: fica quem tem aval, vai embora quem desagrada. É uma das problemáticas do argentino, assim como o pedido exagerado por reforços - Cueva e Uribe no Santos... Quem lembra?

O temperamento difícil e a pouca abertura de Sampaoli não deixarão saudades ao futebol brasileiro.