Maradona foi o maior de todos. Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo são melhores

Vinicius Cordeiro

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O mundo esportivo perdeu um dos maiores nomes da história na semana passada. Eu refleti por muitos dias para chegar nessa conclusão, mas posso afirmar que Diego Armando Maradona foi o maior.

O maior não significa necessariamente o melhor. Pelé foi melhor jogador. Pra mim, Messi e Cristiano Ronaldo são melhores (essa discussão dá pano para manga). Mesmo assim, Diego é maior que todos eles.

O talento, a capacidade de brilhar e a as conquistas falam por si só. Acrescentamos o fato dele se posicionar em aspectos fora das quatro linhas e, por exemplo, atacar poderosos como João Havelange, ex-presidente da Fifa. É fora de série.

Nesse ano, vi apenas Richarlison com um pouco do espírito de Maradona. O atacante tem essa indignação muito mais do que Messi. Não à toa ele cobrou as autoridades brasileiras pelo apagão no Amapá. É louvável que use sua imagem no futebol para levantar bandeiras importantes. Lewis Hamilton faz isso com louvor na Fórmula 1. Neymar não assume esse papel, mas também não pode ser cobrado por isso. Cada um é de uma forma.

Esse é um caminho de questionamentos pode ser espinhoso e muito compensatório para qualquer atleta.

Toda essa revolta escancara as falhas. E justamente é o caso de Maradona, “o mais humano dos deuses“, com sua enxurrada de escolhas ruins. Uma pessoa, repleta de defeitos, que passou a simbolizar um país.

Existe alguém assim no Brasil? Creio que não. Muitos compararam a comoção dos povos em relação à morte de Ayrton Senna, mas o piloto faleceu em um acidente televisionado ao vivo durante uma corrida. É como Maradona morresse durante a Copa do Mundo de 1990. Isso distancia um pouco os dois ídolos.

MESSI E CR7 SÃO MELHORES QUE MARADONA, MAS DEVEM FICAR NA SEGUNDA PRATELEIRA

Vejamos se consigo ser claro.

Maradona foi um dos melhores meias da história. Um camisa 10 nato, genial. Zico o considera o melhor daquela geração.

Messi e Cristiano Ronaldo, contudo, são melhores. Por que? Conseguem se manter no topo do futebol mundial por mais anos, com maior regularidade. Maradona não conseguiu isso. Ronaldinho Gaúcho também não. Os dois tiveram mais brilho, mas por menos tempo.

Precisamos levar em conta também o contexto do futebol. O português, com o tempo, passou a ser o atacante mais letal do planeta. Ninguém (ou apenas Lewandowski) é capaz de finalizar como ele. Já Messi consegue encontrar espaços como ninguém.

Nesse sentido, o futebol está evoluindo para pior. CR7 e Messi protagonizavam mais lances plásticos há 10 anos atrás. Isso se deve à evolução das defesas.

Quando vemos uma imagem de cinco defensores marcando um único jogador? Cenas como a foto de Maradona contra a Bélgica em 86 ou Denílson sendo marcado por quatro turcos na Copa de 2002 são cada vez mais raras. Perdeu-se um tanto da magia.

O jogo atual exige muito mais fisicamente. A jogada genial já não acontece tanto. Para de manter no topo, Messi e Cristiano precisam de números, de gols e assistências. Isso não era o grande foco no século passado.

E aí, concorda?

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