Coritiba pode se animar e Athletico tem caminho duro pela frente

Vinicius Cordeiro


O Coritiba perdeu para o Atlético Mineiro, mas o segundo tempo da partida mostrou que a equipe ainda pode escapar do rebaixamento com certa tranquilidade. O time criou boas chances contra um time superior (tecnicamente e taticamente) após ficar acuado e sem ameaçar o Galo em qualquer momento dos 45 minutos iniciais.

O que anima mais é a entrada de Hugo Moura, emprestado pelo Flamengo até o fim da temporada. O jogador de 22 anos não teve tanto espaço no time carioca por causa da qualidade do elenco, mas foi muito bem nas poucas chances que teve com Jorge Jesus e também com Abel Braga. No Coxa ele vai acrescentar muito e deve conquistar status de titular.

Se o time sofreu com o desinteresse de Renê Junior no início da Série A, Jorginho tem agora sete bons nomes para a formação do meio campo. Ramon Martínez, Matheus Sales, Hugo Moura, Matheus Galdezani, Matheus Bueno, Giovanni Piccolomo e Giovanni Augusto são opções que possibilitam formatar diferentes esquemas. Os dois últimos, no entanto, ainda precisam aprimorar a forma física.

O que falta ao Coritiba hoje são alternativas no ataque para jogar ao lado de Sassá. Robson oscila muito e a equipe não dispõe alguém veloz, capaz de decidir em alguma jogada individual e nem aproveitar lançamentos longos nas costas da defesa adversária. Isso certamente é um erro do planejamento do elenco.

O time enfrenta agora o Goiás, concorrente na disputa da parte debaixo da tabela e que acumula derrotas diante Sport e Corinthians nas primeiras partidas do técnico Thiago Larghi.

ATHLETICO PRECISA DO QUE NÃO TEM: TEMPO

Pelo time principal do Athletico, Eduardo Barros soma 10 jogos: cinco vitórias, quatro empates e uma derrota. O bom retrospecto, no entanto, só serve de histórico.

O momento atual é muito diferente do ano passado, quando ele assumiu o lugar deixado por Tiago Nunes. As diversas apostas erradas do clube neste ano complicam a missão de qualquer um no cargo.

Barros reconheceu que faltou eficiência ao time na derrota contra o Vasco. Bem, a presença de Geuvânio ilustra isso.

Apesar de não ser um centroavante, Geuvãnio arrisca muito ao gol adversário. Seu chute de média/longa distância é um dos seus pontos fortes. Conforme dados do Sofá Score, ontem ele chutou três vezes (só uma na direção do gol) e tentou quatro dribles (só acertou um). É um jogador com pouquíssima eficiência – e não é de hoje.

No Atlético Mineiro, ano passado, ele marcou um único gol em 37 jogos – a maioria deles sem ser titular. Em 2018, marcou dois gols em 23 partidas pelo Flamengo.

Poderia ter sido feita uma contratação melhor, assim como Marquinhos Gabriel e Carlos Eduardo. O primeiro deve voltar ao Cruzeiro, mas assumiu a camisa 10 no início da temporada. Um meia de 30 anos que não se firmou em nenhum clube veio para ser o craque do Athletico? Por fim, Carlos Eduardo. Essa negociação pode ser classificada com uma palavra que o clube gosta: ousadia. Ainda pode dar certo e render algum fruto no futuro, mas difícil imaginar algum retorno neste ano.

Levará tempo para arrumar a casa, mas a reestreia na Libertadores acontece na semana que vem.

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