Paraná na Série C: Diretoria covarde e dor no torcedor

Vinicius Cordeiro

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O Paraná Clube foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro nesta terça-feira (26) pela primeira vez em seus 31 anos de história. O descenso foi confirmado com uma rodada de antecedência.

Com a sensação amarga, o Tricolor voltará a campo para encerrar a Série B 2020 contra o Cruzeiro na próxima sexta-feira (29). O fim não poderia ser mais melancólico para as duas maiores decepções da Segundona.

Guilherme Biteco deu duas perspectivas interessantes ao ser entrevistado pelo SporTV após a derrota para o Oeste. Primeiro o meia lamentou a situação difícil que alguns funcionários do clube devem passar em um futuro próximo. Além disso, elogiou quem teve coragem de ficar até o fim. A barca estava afundada há bastante tempo, não houve quem salvasse o Tricolor.

O ex-presidente Leonardo Oliveira, que renunciou ao cargo antes do rebaixamento, tem a maior parcela da culpa. Mas as gestões anteriores também merecem críticas. A situação não é favorável há muito mais que quatro anos.

Esportivamente, ninguém esperava que a demissão do técnico Alan Aal custaria tão caro. Hoje é óbvio: o comandante do Cuiabá tirava leite de pedra. E a tragédia foi anunciada com a saída de Rogério Micale.

Uma temporada atípica para todo o futebol brasileiro se torna a pior da história do Paraná Clube.

Dói mais no torcedor, que vê um clube com uma história tão rica se aproximar cada vez mais da falência. É hora de alguém corajoso assumir o time para tentar resgatar a equipe.

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