Rogério Ceni é o nome óbvio do Athletico; Fernendo Diniz ainda é temido pela torcida

Vinicius Cordeiro

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A saída do técnico António Oliveira era iminente após a eliminação vexatória do Athletico para o FC Cascavel, desfalcadíssimo por um surto de covid-19 na semifinal do Campeonato Paranaense. O Estadual nem deve ser o grande objetivo da equipe na temporada, mas foi o estopim para o português após diversas atuações ruins.

Estava óbvio que o vestiário não estava unânime. Além dos erros defensivos, nem mesmo a dupla Nikão e David Terans estava brilhando. A saída de Vitinho, vendido para o Dinamo de Kiev, da Rússia, também dificultou a vida do treinador. Nesse ponto, vale destacar: António Oliveira sai pelo mesmo motivo de Tiago Nunes: o Athletico não investe tanto no elenco quanto poderia.

A limitação técnica de alguns atletas se torna mais óbvia a cada jogo, mas mesmo com isso o Furacão está na semifinal da Copa Sul-Americana e com vantagem sobre o Santos nas quartas de final da Copa do Brasil. A série horrorosa no Brasileirão já apontava que as coisas não estavam bem. O empate diante do Sport foi mais uma anormalidade.

No fim das contas, António Oliveira fez um trabalho limitado pelas opções e desgastado pelas relações com os atletas.

ROGÉRIO CENI É O NOME ÓBVIO PARA O ATHLETICO NO MERCADO: BASTA QUERER

O Athletico sempre vive um período de discussões internas quando demite o técnico do time principal. Isso porque o clube olha primeiro as opções caseiras ao invés de entrar no mercado.

No primeiro caso, Paulo Autuori e Bruno Lazaroni seriam as opções. Autuori é o braço-direito de Mario Celso Petraglia na gestão e não esconde de ninguém, há anos, que não quer mais atuar como treinador. Já Lazaroni ainda me parece prematuro assumir a equipe semifinalista da Sula.

Caso Autuori seja convencido de assumir a função, duvido que o clube vá atrás de outro profissional. Mas deveria.

Rogério Ceni é o nome ideal para assumir o Athletico. O ex-goleiro do São Paulo tem boa relação com Autuori e a ótima passagem no Fortaleza (com elenco limitado tecnicamente) também o credencia. O trabalho no Flamengo não foi tão bom, mas ninguém é doido o suficiente para duvidar da capacidade de Ceni.

Vale lembrar que Rogério recusou uma proposta do Furacão em 2019, após a saída de Tiago Nunes. Ou seja, é um namoro antigo.

Outro que negociou naquela época foi o argentino Sebastian Beccacece, atualmente no Defensa y Justicia. Algum nome da América do Sul pode surgir no radar.

Outras opções no mercado não fazem tanto sentido. Roger Machado tem o costume de não trabalhar em mais de um clube por temporada, o que dificulta.

Por fim, Fernando Diniz ainda é temido pela torcida após a experiência traumática em 2018. O treinador tem ótimo relacionamento com Petraglia, que precisará bancar o ex-técnico do Santos e gerar um enorme desgaste – com os pares da diretoria e os torcedores.

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