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"Como lidar com a perspectiva de um novo cenário pós-vacina?", por Bruna Richter, psicólogaRecentemente ouvimos a..

Ruy Barrozo - 18 de janeiro de 2021, 00:01

"Como lidar com a perspectiva de um novo cenário pós-vacina?", por Bruna Richter, psicóloga

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Recentemente ouvimos a notícia esperançosa de que foram aprovadas as vacinas contra o COVID-19.

Muitos já comentam sobre seus novos planos pós-vacinação e a respeito do que chamam de retorno à normalidade.

Expectativas se multiplicam diante desse novo cenário, esperando que o mundo, como o conhecíamos, retroceda seu curso e consigamos então, seguir com maior previsibilidade.

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Infelizmente, parece que essas expectativas estão longe de se tornarem realidade. Em meio a uma pandemia é preciso entender que estamos diante de um pacto coletivo.

Devemos não apenas nos vacinar - para a nossa proteção e a das pessoas das quais nos aproximamos - como também cultivar por um período ainda indeterminado todas às restrições a fim de evitar a transmissão de novos casos da doença.

A mudança não será imediata.

De certo, em um país como o nosso de proporções continentais, como a liberação da vacina será gradual e levando-se em consideração o plano de distribuição da mesma, se faz necessário continuar controlando a propagação do vírus no intuito de diminuir a incidência de novos casos.

Possivelmente, ainda haverá um longo período antes de alterações significativas ocorrerem.

Além disso, a própria fabricação das vacinas é muito recente e, portanto, não se tem ainda conhecimento sobre o impacto exato que elas terão na proteção contra o Corona vírus.

É possível inclusive que, apesar de estar resguardado, o vacinado ainda seja passível de se tornar vetor de contaminação.

E ainda não há a certeza sobre o período de efetividade da imunidade pós-vacina, nos levando a crer que talvez tenhamos que fazer reforços em determinados momentos.

Tudo é muito recente e está se desenvolvendo na medida em que seguimos vivenciando. Desse modo, os protocolos até então seguidos, de distanciamento social, uso de álcool gel e de máscaras não devem ser abandonados.

As mudanças devem ser acolhidas.

Buscamos constantemente nos adaptar a algo que possivelmente perdurará.

E que a lição seja aprendida: depois de um ano pandêmico, mais do que nunca, precisamos nos preservar.

Sobre a autora

Bruna Richter é graduada em Psicologia pelo IBMR e em Ciências Biológicas pela UFRJ, pós graduanda no curso de Psicologia Positiva e em Psicologia Clínica, ambas pela PUC.

“Escreveu os livros infantis: “A noite de Nina - Sobre a Solidão”, “A Música de Dentro - Sobre a Tristeza” e” A Dúvida de Luca - Sobre o Medo".

A trilogia  versa sobre sentimentos difíceis de serem expressos pelas crianças - no intuito de facilitar o diálogo entre pais e filhos sobre afetos que não conseguem ser nomeados. Inventou também um folheto educativo para crianças relacionado à pandemia, chamado "De Carona no Corona".

Bruna é ainda uma das fundadoras do Grupo Grão, projeto que surgiu com a mobilização voluntária em torno de pessoas socialmente vulneráveis, através de eventos lúdicos, buscando a livre expressão de sentimentos por meio da arte.

Também formada em Artes Cênicas, pelo SATED, o que a ajuda a desenvolver esse trabalho de forma mais eficiente.