Coluna Social
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RB| “Chegou a hora de Curitiba avançar” defende Francischini

O deputado Delegado Francischini participou ontem de uma entrevista na Rádio CBN.Presidente da Comissão de Constituição ..

Ruy Barrozo - 11 de fevereiro de 2020, 12:02

O deputado Delegado Francischini participou ontem de uma entrevista na Rádio CBN.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça - CCJ, que realiza nesta terça-feira a primeira sessão do ano na Assembleia Legislativa, ele citou o recorde de produção da comissão em 2019, os desafios para este ano, a parceria com o governo estadual em grandes projetos, o apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

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Como pré-candidato a prefeito de Curitiba, falou da necessidade de mudança para a cidade.

Veja os principais pontos da entrevista.

CCJ – A CCJ aqui na Assembleia Legislativa e em Brasília, com o Felipe Francischini, vive um momento inédito com pai e filho como presidentes. No ano passado focou nas pautas econômicas do Governo Federal e aqui com o Governador Ratinho, para uma retomada da economia, empregos e renda. Aprovamos 100 % dessas pautas de mudanças. Batemos o recorde de produção na Assembleia, como discursou o presidente da casa, Ademar Traiano. Definimos uma nova forma de trabalho, com varias reuniões, duas três por uma semana e os deputados toparam. Aprovamos mais 900 projetos. Mudamos aquela visão de que só tinha projeto de nome rodovia, título honorário, 50% dos projetos foram dos deputados e conteúdo na saúde, educação e segurança…

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Parceria com o governo – Alguns projetos se destacaram. Como o chefe da Casa Civil, Guto Silva, falou tivemos uma grande parceria. Eu destacaria o fim da aposentadoria dos ex-governadores, o mega enxugamento da máquina e, o principal: banco de projetos, do qual eu fui o relator. Aprovamos a autorização legislativa para o empréstimo R$ 1,6 bilhão para o governo buscar em bancos nacionais e internacionais para grandes obras de infraestrutura. Aí entra fortalecimento da AGEPAR para vai fiscalizar as Parcerias Públicos Privadas - PPP, as grandes obras no estado. A maior demanda agora é ajudar no fortalecimento e aprovação da nova lei da AGEPAR.

E controle da AGEPAR? – A própria democracia, a Constituição Federal e Estadual trazem o que chamamos de sistema de freios e contrapesos e a AGEPAR seria também mais uma regulamentadora. Tem a Assembleia Legislativa como fiscal, o Tribunal de Contas, Ministério Público, o Tribunal de Justiça… E, o principal: a imprensa livre para ouvir as denúncias, trazer essas demandas, que geram todo o movimento dessa máquina. A garantia do cidadão da imprensa livre é ela trazer esses fatos quando muitas vezes esses órgãos estão inertes ou omissos, como vimos acontecer nos últimos anos. A imprensa empurrou, via a população denunciando e muitos casos vieram à tona. Tá aí a Lava Jato para contar história.

Obras – A grande pauta esta ano serão as obras do Banco de Projetos que o governado criou. Muitas vezes tinha o dinheiro para ser buscado em parceria com o governo Jair Bolsonaro e não tinha projeto. Mudamos a legislação, facilitamos. Desses R$ 1,6 bilhão, R$ 600 milhões são para a segurança. Obra como a Muralha Digital, com a integração milhares de câmeras com monitoramento por um software inteligente já usado no mundo e que não temos algo eficaz aqui. Poderá haver uma integração entre prefeitura e governo com banco de imagem, identificar pessoas e evitar crimes. A tecnologia veio, tem que ser aproveitada e para isso precisa haver projetos e dinheiro. Esse é o ano de ajudar no avanço do banco de projeto do governo. E a Assembleia tem na ponta os deputados que representam os municípios e regiões e sabem quais as obras estruturantes. No litoral do Paraná, uma parte desse financiamento é para a duplicação da rodovia que vai trazer o maior investimento da história do litoral, o Porto de Pontal é o grande eixo rodoviário do país, a Ponte de Guaratuba, a engorda da praia de Matinhos. Citei o litoral como exemplo, mas isso vai acontecer no estado todo.

Sem jogar para a torcida – O governo quer gerar grandes obras porque gera emprego e trazem dinheiro para o nosso Paraná. Importante em um momento que a economia está começando a respirar, porque a gente ainda não está vendo todos os efeitos das mudanças no governo federal porque não são mudanças de um ano para o outro. O governo fez a reforma da previdência, enxugou a máquina. Ninguém queria fazer a reforma, mas se não faz, quebra o país. Ninguém receberia aposentadoria daqui a alguns anos como o Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, que não pagaram nem o 13º salário. Foi uma reforma dura, tanto lá como aqui e temos de ter responsabilidade para conduzir. Não adianta jogar para a torcida, ficar discursando sempre pensando na eleição. Foi duro, fomos muito cobrados, mas no futuro, quando o país estiver estabilizado vamos ter o resultado de termos sido autênticos para votar a favor do estado do Paraná.

Reformas continuam – O Felipe lá em Brasília indicou que a pauta agora é a reforma tributária. Fizemos até agora reformas para fechar a torneira e agora é soltar economia para os empresários gerarem empregos. Não dá para continuar com essa carga tributária, quase 38%, quase metade do que se produz é para pagar de impostos. Nenhum país ou empresa aguentam. Temos que ter uma fiscalização forte, mas soltar para as amarras economia. O debate da federalização vem para cá. A reforma (nacional) vai acontecer aqui. O Ratinho debateu a questão com o presidente Bolsonaro de zerar o imposto sobre os combustíveis se os estados também topassem. Quanto o estado perde zerando o ICMS, R$ 4 bilhões, R$ 5 bilhões? Onde vai buscar essa receita para continuar as obras? Para o preço diminuir na bomba e mesmo assim poder continuar prestando serviço sem diminuição da eficiência estão tendo estudos. Então há essa discussão. Mas a palavra reforma vai continuar.

Influência nas eleições – As últimas eleições vêm de um cenário nacional que envolve a pauta econômica, trabalho, emprego, renda e tem influência muito grande nos anos seguintes. O trabalho do governo federal foi de enxugar a máquina pública, acabar com a roubalheira. Mas não é uma pauta que vai trazer resultado efetivo agora, é mudança de um mandato inteiro de presidente. Mas as pessoas já começaram a ver uma luz no fim do túnel. O governador Ratinho Junior fez a mesma pauta, na mesma linha de enxugamento, reformas grandes obras. Então, o governo bem avaliado, o governo do Ratinho Junior com a melhor avaliação nas esferas de poder trarão impacto. Temos que analisar qual a influência das políticas públicas implementadas pelo governo Bolsonaro, do Ratinho e pelo próprio prefeito e de como elas impactaram a vida das pessoas. Essa análise faz parte de um componente das eleições.

Apoio a Bolsonaro – Nós lamentos muito (a saída do presidente Bolsonaro) do PSL. Fui um dos bombeiros para tentar apaziguar, conversar, mas infelizmente não foi possível. Minha posição e do Felipe Francischini, que aprovou 100% de tudo o que o presidente mandou quando estava no partido ou fora dele é a mesma. Inclusive evitando pautas políticas contra o Ministro Sergio Moro, o Paulo Guedes. A CCJ foi a grande guardiã dos projetos do presidente dentro ou fora do PSL. Isso quer dizer que, independentemente, da posição do presidente, eu e o Felipe vamos continuar votando e apoiando o governo porque acreditamos nos princípios e valores que ele defende. Eu já era deputado em dois mandatos com muitos votos e dizem ‘ah se elegeu na onda Bolsonaro’. A onda foi importante para mudar o nosso país. Mas o que temos é que defender princípio e valores. Isso que vamos continuar fazendo.

Eleitor exigente – Eu já mudei três vezes de partido, o presidente cinco ou seis. Hoje o eleitor olha muito mais as posições ideológicas, aquilo que ele defende e se tem capacidade técnica. Quem quer ser prefeito de Curitiba dizendo que o padrinho é fulano, ou sicrano, mas sem capacidade técnica, sem projeto para fazer a gestão vai naufragar. Hoje, pelas redes sociais, o eleitor está muito politizado e acompanha a vida, o que já fez e se tem capacidade para fazer. Só padrinho não define mais uma eleição como antes das redes sociais.

PSL – Em outros estados houve confronto e problemas judiciais, mas aqui a nossa ideia é levar no limite as negociações para não ter nenhum problema. Na minha visão vamos continuar todos juntos, pensando na liberdade econômica, em uma pauta conservadora em defesa da família. O Aliança pelo Brasil não é um partido inimigo. Como não é o Democrata, PSDB, os partidos que apoiam o Bolsonaro e votam essas pautas. A minha posição e da maioria dos deputados que ficou é de continuar votando com o Bolsonaro por princípios e valores como na campanha. Vamos criar a agora cara nova do PSL, de direita, com pautas menos radicais, menos agressivas e vamos respeitar todos, como o Democratas, o Aliança. Temos um amplo espectro ideológico, mas que votam com o governo federal e aqui votam com o governador. Não é porque o Ratinho Junior está no PSD, por exemplo, que vai ser um partido inimigo. Farei 50 anos em março. Com 20 anos na Polícia Federal, comandando operações e a gente aprende a ser mais flexível. Então, com a experiência, tenho tentado conduzir de forma mais harmônica. Tanto que se algum deputado quiser ir para o Aliança aqui no Paraná, não enfrentará nenhuma disputa judicial, porque considero um partido aliado na reeleição do presidente Bolsonaro.

Coligações – Essa é a primeira vez em que não teremos mais a eleição proporcional. Os partidos não poderão fazer coligação para unir vários candidatos. Cada partido vai lançar a sua chapa e valerá o somatório de votos no próprio partido. Com isso, tomamos a decisão no PSL de renovação total. Não temos nenhum candidato com mandato. Temos um amplo aspecto social em Curitiba com representantes de seguimentos, regiões, mas totalmente novos. Estamos com um curso de capacitação preparado para abril, tanto de formação intelectual, formação ideológica para entender a democracia, os regimes ditatoriais dos quais não queremos nos aproximar, e também como se posicionai nas redes sociais. Esse vai ser o futuro. Não adianta o candidato estar só procurando um emprego. Vereador tem que ter perfil, conteúdo e foco. Ou então cidade fica sem um debate de alto nível.

Prefeitura – Venho me colocando como pré-candidato, uma decisão sem volta, nacional do grupo político em que me elegi nos últimos anos, não só PSL, mas outras posições que estiveram ao meu lado em CPIs, fiscalizações, fui um dos autores de pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff – acabou prosperando o da Janaina Pascoal. Esse espectro tem me chamado para ocupar uma posição de executivo, a experiência desses anos todos, por ter passado por vários setores da Polícia Federal que exigiam gestão, muita prática administrativa… Chegou a hora de uma novidade. As eleições para Curitiba vêm de famílias de políticos tradicionais de décadas. Isso aconteceu com o governador Ratinho Junior, que quebrou o monopólio de grandes famílias. E a minha candidatura é essa também: a novidade. Trazer a Curitiba nova. Não só o marketing de campanha. Estamos vendo o alagamento que levou pilhas de carros na Vila Capanema, por causa de uma obra não feita no Rio Belém. E a história de uma mulher que morreu na UPA do Boqueirão após ficar esperando por quatro dias a vaga em um hospital. O discurso verdadeiro é de cuidar das pessoas. A cidade é linda, a parte de asfalto, de concreto, da grama cortada. Mas a que custo para as pessoas que moram na cidade, principalmente nos bairros? Essa é a nossa visão.