Só faltou a arminha: Neymar não tem medo de se expor e o azar é todo dele

Vinicius Cordeiro

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Neymar não teve vergonha nenhuma em posar ao lado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). O filho do presidente levanta inúmeras suspeitas no Caso Queiroz, processo que investiga o crime de ‘rachadinhas‘ na Assembleia Legislativa do Rio.

Ele já posou ao lado dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, assim como o Jair Bolsonaro, atual chefe do Executivo.

Um fato sobre Neymar: ele não tem medo de se expor. Até por isso fez a grande festa em Mangartiba, que ficará marcada por toda a vida. Outro ponto também é importante: não há qualquer vontade em influenciar, de forma positiva, os milhões de seguidores. Ele fica muito abaixo, por exemplo, de figuras como Lewis Hamilton e LeBron James, para não falar de Cristiano Ronaldo e Messi.

Muito já se falou sobre a bolha, a realidade paralela produzida pelo staff do atleta. O mundo dos parças, as mansões, o futebol como publicidade.

O camisa 10 da seleção brasileira poderia conquistar o prêmio de melhor do mundo, troféu que nenhum brasileiro conquista desde 2007. Nesse sentido, é desperdício de talento. O melhor jogador do Brasil teria capacidade para conquistar muito mais. Por vontade própria, não faz por onde.

Para piorar, o brasileiro se mostra como criança mimada em certos momentos. “Chora” nas redes sociais porque ele e os amigos não estão em uma seleção dos melhores do ano. Fala que virou gamer porque não é um dos finalistas do The Best. Credibilidade já falta a Neymar desde a fama de cai-cai na Copa do Mundo 2018.

A última temporada foi a melhor de Neymar pelo PSG. Mostrou toda a qualidade que o planeta conhece. O problema é que ele não esteve em campo nem sequer 30 vezes. Foram somente 27 jogos (com 19 gols e 12 assistências) das 49 partidas disputadas pelo PSG. 55% de participação é quase uma piada. Ninguém vai vencer o prêmio de melhor do mundo dessa forma.

A luta contra o racismo dentro de campo foi ótima, mas, fora dele, há esquecimento que a maior parte da população negra é extremamente vulnerável, ainda mais na pandemia de coronavírus.

Se o Zico não ganhou a Copa do Mundo, azar a Copa. Se Neymar não vencer o Mundial ou o melhor do mundo, o azar é todo dele.

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